A minha vida de fêmea - Cap. X

  • Temas: gay, transsexual, lesbica, bissexual, prisao, humilhacao
  • Publicado em: 03/06/26
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  • Autoria: jcb0909
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Private Muse

CAPÍTULO X


Os dias iam passando e o Carlos tornara-se obcecado pelo seu novo fetiche - introduzir o seu esperma em mim.

Era uma situação que me humilhava particularmente, receber os seus fluídos ou, como ele dizia, ser inseminado.

A cada dois ou três dias, era alvo de longas sessões de estimulação anal, acompanhadas por estimulação aos meus mamilos, que se haviam convertido na minha principal zona erógena.

Esta prática fazia com que libertasse muito líquido seminal, reciclando estes fluidos na minha próstata. Era para o meu bem, dizia.

É claro que cada uma destas sessões era acompanhada de um ou mais orgasmos do Carlos, que se mostrava insaciável.

E quase sempre com a minha inseminação…

- Estou tão feliz, querida. É tão bom fodermos antes de dormir. Mas temos que pensar em fazer evoluir a nossa relação.

- Mas estamos tão bem assim, querido. - Ripostei, sem qualquer tipo de esperança em demover o Carlos do que quer que estivesse a pensar.

- Tu não percebes, Joana. Tens de te tornar numa mulher a sério. Estás quase lá, mas faltam coisas.

- Como assim? Faço tudo para me pôr bonita para ti e para te agradar.

- Sim, mas ainda não estás no ponto. Não quero que sejas uma puta, mas deves vir-te de vez em quando.

- Vais tirar-me a jaula? - Perguntei, esperançoso.

- Não digas disparates. - Disse. - Não quero que sejas uma puta vadia. Estive a pensar, se calhar temos de mudar a estratégia.

- Mas de que é que estás a falar?

- Acho que precisas ser mais mulher para começares a ter necessidade de seres fodida. Assim vais começar a vir-te quando fodemos, percebes?

Tentei dizer qualquer coisa, mas as palavras pura e simplesmente não me saíam.

E continuou: Já reparaste como nunca mostraste desejo pelo meu caralho? Pelo teu caralho? - Repetiu, enfatizando o “teu”.

Comecei a pensar que o meu ânus estava perto de experimentar algo maior que o dedo do Carlos e a seringa.

Mais uma vez quis dizer alguma coisa, mas simplesmente não sabia o quê.

- Estive a pensar no assunto. De certeza que isto acontece porque ainda não és 100% fêmea. Temos de dar o próximo passo.

- Não, Carlos, por favor… Vais magoar-me muito. - Lá consegui soltar umas palavras.

O Carlos beijou-me por uns momentos. A princípio não retribuí, mas insistiu, e tive de o beijar de volta, como se fosse algo que desejasse realmente.

- Vamos começar a fazer terapia hormonal. Que te parece?

O Carlos disse aquelas palavras com a felicidade de quem fala de um projeto de férias de sonho.

- O quê? Nem penses numa coisa dessas. - Disse, indignado, assustado, incrédulo, eu sei lá…

- Vai ser muito bom, querida. É para o teu bem. E até ficavas com mamas a sério. Vai ser tão bom. Não era preciso cortar o teu clitty, percebes? Continuavas com a jaula de castidade, ok?

- Não, não, não. - Estava a entrar em histeria.

- Shiuuuu… - Sussurrou. - Já viste como vai ser bom? Já viste? Eu podia brincar com as tuas maminhas a sério. Vai ser tão bom.

Não sei se era eu que estava em transe ao ouvir aquilo, se era o Carlos ao proferi-lo, mas a verdade é que isto era tão surreal, que mais parecia vindo de um filme de terror.

- Não, não, não. - Era tudo quanto conseguia verbalizar naquele momento.

- Já falei sobre isto com a Maria e ela concordou. Assim, ela podia visitar-te mais vezes. E nós podíamos ser muito mais felizes.

- Carlos, por favor…

- Nunca te obriguei a nada, e não é agora que o vou fazer. Podes sempre voltar para a ala 13. - Disse, enquanto passava o dedo no meu ânus acabado de ser inseminado. - Que descuidada. Estás a deixar sair o meu esperma. Quero que o guardes dentro de ti. Agora vamos dormir.

E pensava eu que o pior já tinha passado.

Para além do roubo da minha integridade, do meu corpo, do meu amor próprio, o Carlos queria agora roubar-me as réstias de masculinidade que sobravam?

E a Maria concordava? Como assim?

- Mas a Maria de certeza que não concorda. - Ripostei.

- Concorda sim. Sabes, ela anda louca para foder e assim deixo-a vir cá mais vezes. Sabes que não me importo que as minhas mulheres fodam umas com as outras.

E acrescentou: E ela anda com aquele cinto de castidade, para não andar por aí feita puta, a dar a cona a todos os homens.

- Carlos, dizes que gostas de mim… Não me faças isto. Tenho feito tudo para te agradar. Não preciso de hormonas.

- Passas a vida a querer que te liberte o clitty para te vires como uma puta, Joana. Faltam-te os desejos de fêmea. De quereres um caralho dentro de ti. Quando os tiveres, podes vir-te comigo. Vai ser tão bom!

O Carlos irradiava um sorriso de evidente felicidade. Acreditava mesmo naquilo que estava a dizer, o que era, no mínimo, perturbador.

Os acontecimentos dos últimos tempos tinham modificado de forma radical toda a minha vida.

O objetivo final era claro: tornar-me uma mulher. A mulher do Carlos.

E não via forma a escapar a este destino.

- Mas estás a ouvir o que te estou a dizer? - Perguntou o Carlos quase aos berros.

Estava tão absorto nos meus pensamentos, que simplesmente não estava a prestar atenção ao que o Carlos dizia.

- Desculpa, estava distraído.

- Estavas o quê? - Perguntou, com cara de poucos amigos.

- Distraída, distraída.

- Arranja-te como deve ser e vai ter com a Rita à enfermaria, que ela hoje vem mais cedo. Eu vou para a sala de convívio. Não te atrases. - Disse, enquanto virava costas.

- Então e a chave?

- Hoje não há chave. Antes de ires, passa ao pé de mim para ver se vais bem arranjada. A minha fêmea tem de andar sempre linda.

Bem, não sabendo o que o Carlos estava a tramar, tinha que me por bonita.

Bonita? Pensei inadvertidamente no feminino, não me parecendo que naquele contexto fizesse sentido em pensar em bonito.

Quando cheguei ao quarto tinha na minha cama um conjunto previamente selecionado pelo Carlos. Como sempre, com muito pouco pano.

Um top branco, saia vermelha e meias de licra.

Soutien e cuecas rendadas rosa. E mamas falsas.

Completavam o conjunto uma bolsa e sandálias pretas.

Fui tomar um banho rápido, para ficar bem cheiroso para a Rita. Ou seria cheirosa?

Eu gostava realmente da Rita e de estar com ela, e penso que o sentimento era recíproco. Além do mais, estávamos unidos pelo infortúnio dos abusos do Carlos.

Compreendíamo-nos mutuamente e não havia constrangimentos entre nós. Eram momentos de liberdade que partilhávamos.

Maquilhei-me, pus batom, tal como a Rita me havia ensinado, e fui ter com o Carlos, para ele, mais uma vez, me poder exibir aos outros.

Aquela prisão mais parecia uma colónia balnear. Aquela ala estava de portas abertas e todos circulavam por ali perante a indiferença dos guardas.

No caminho cruzei-me com o guarda Ramalho, que devia ser quem estava de serviço.

Olhou-me de alto a baixo, de olhos esbugalhados.

Já não era o seu habitual olhar grosseiro, bronco, mas sim um olhar de desejo. Tenho a certeza de que, se pudesse, me possuiria ali mesmo, naquele corredor.

Das primeiras vezes estranhava aquelas reações, mas com o passar do tempo fui-as apreciando.

Desta vez retribuí aquele olhar com um sorriso sedutor, enquanto o olhava nos olhos, o que o deixou nitidamente excitado.

Mal entrei na sala de convívio, calaram-se todos.

Naquele momento eu era o centro das atenções, fazendo com que todos me olhassem com lascívia.

O Carlos não perdeu a oportunidade de mais uma vez me exibir como seu troféu.

- Joana, querida, chega aqui.

Cheguei-me a ele e beijámo-nos, enquanto o Carlos me apalpava uma nádega.

Não se ouvia uma mosca, o silêncio era total, fazendo de nós o centro das atenções.

Era muito embaraçoso.

- Agora vai.

Virei costas e segui caminho até à enfermaria, que ficava mesmo ao lado do posto médico.

A maior diferença é que o posto médico tinha uma marquesa para tratar os doentes e a enfermaria tinha camas tubulares e articuladas.

O guarda Ramalho seguiu logo atrás de mim, certamente a olhar para o meu rabo.

Quando a sala de convívio ficou fora de vista, o guarda Ramalho aproximou-se de mim e apalpou-me uma nádega.

- Podíamos dar uma voltinha, não sei se estás a ver…

Ignorei-o.

- Estás a fazer-te difícil, é? Passas a vida a ser papado pelo Carlos. Podias fazer-me um broche. Era capaz de te recompensar.

- O que é que aconteceria se o Cardos soubesse do que está a acontecer, guarda Ramalho?

- Eu dizia que era mentira. Achas que acreditava em ti? - Perguntou, soltando um riso forçado.

- Acho.

- És uma putinha de merda. Ainda vais suplicar para foderes o meu caralho.

Não respondi e continuei o meu caminho até à enfermaria, onde a Rita me aguardava à porta.

Mal me viu soltou o seu melhor sorriso, enquanto abria a porta para entrarmos.

Ao ver que o guarda Ramalho se preparava para entrar também, fechei-lhe a porta na cara.

- Fique de vigia, guarda. - Gritei-lhe, enquanto piscava o olho à Rita.

- Estás linda, Joana.

- Não me fales assim.

- Falo sim, Joana. Joana. Joana. - Disse a Rita alegremente.

Aproximou-se e beijou-me carinhosamente.

- Sabes do que o Carlos se lembrou agora?

- Sim. É por isso que estou aqui.

- Como assim? - Perguntei, um pouco assustado.

Beijou-me novamente, primeiro ao de leve, incrementando aos poucos a intensidade, até as nossas línguas de enroscar suavemente.

- Estou contigo, querida. Vou ajudar-te neste processo, está bem?

- Ajudar-me como?

- A fazer a transição. A tornar-te mulher. Uma mulher como as outras. Percebes, Joana?

- O que estás para aí a dizer?

- Tens de aceitar a tua nova condição. Tens de viver a tua nova condição. Percebes?

- Rita, eu não sou mulher!

- És sim, tens de aprender a viver assim, querida. Não há volta a dar.

- Não, não, não…

- Ser mulher é bom, querida, vais aprender aos poucos. Vou-te ensinar!

Aproximou-se novamente para me beijar e eu fui-me deixando levar.

Enquanto nos beijávamos, a Rita puxou as minhas mãos de encontro aos seus seios, enquanto me acariciava as nádegas.

Fomos trocando carícias, beijo após beijo, à medida que íamos retirando as peças de roupa que trazíamos vestidas, até não sobrar nenhuma.

Por esta altura, o meu pénis resistia melhor dentro da jaula de castidade. As ereções eram menos fortes e, por vezes, inexistentes.

Ainda assim, sentia um irresistível desejo sexual por aquela mulher, desejando não só obter um orgasmo com ela, como levá-la ao delírio.

- O Carlos não me deu a chave desta vez.

- Tudo bem, querida.

- Talvez esteja dentro da bolsa.

- Eu sei o que está na bolsa. Fui eu que disse. E não é a chave.

- O que é então?

- Hoje não é sobre mim, é sobre ti.

Puxou-me pela mão até à marquesa e disse para me deitar de costas.

Foi buscar a bolsa e tirou de lá um gel lubrificante e uma caixa com alguma coisa que não percebi o que era.

- O que é isso?

- É um estimulador da próstata.

- Como? - Nunca tinha ouvido falar de tal coisa.

- Mete-se na tua vagina e vai-te estimular a próstata. É como o ponto G.

- Não, não quero isso no meu rabo.

- É na vagina querida. Vou dizer-te como se faz. Vais gostar, acredita.

Deitou um pouco de gel naquele objeto e começou a beijar-me docemente, levando-o de seguida até à porta do meu rabo.

Depois pressionava ao de leve e aliviava, e repetia uma e outra vez.

A minha respiração começava a ficar ofegante, à medida que aqueles movimentos estimulavam a minha vagina. Quer dizer, ânus.

- Vais gostar de o ter dentro de ti, querida. - Disse, por entre beijos ternurentos, que só ela sabia dar.

Mais uma vez deixei-me levar. Relaxei e deixei acontecer.

Ao fim de algum tempo, dei conta que aqueles movimentos provocavam pequenas sensações de prazer na minha porta dos fundos.

Dei por mim a gemer baixinho, à medida que beijava a Rita, e procurava retribuir o seu carinho afagando-lhe o cabelo com uma mão, enquanto a outra deambulava entre as suas costas e um dos seios.

A certa altura, senti o meu pénis a querer ficar ereto, mas procurei ignorá-lo o mais que pude, procurando transferir aquelas sensações para a porta dos fundos.

E a minha vagina começou a querer sugá-lo. Quer dizer, o meu ânus.

Comecei a gemer um pouco mais alto, à medida que levantava um pouco o rabo para facilitar a entrada daquele objeto.

A Rita apercebeu-se, e começou a fazer mais pressão, forçando a entrada, instalando-o totalmente dentro de mim.

Ao contrário do que estava à espera, não senti dor, como acontecia aquando da introdução do plug anal.

Apreciei cada centímetro da entrada daquele objeto. Desejei cada centímetro.

Comecei a gemer mais alto, enquanto fazia movimentos em círculos com o meu quadril, tentando amplificar aquelas sensações de prazer.

- Calma, querida. Não é assim. Fica quieta e relaxa.

A Rita endireitou-se e começou a fazer-me festas ao longo do corpo, evitando as zonas erógenas. Sucede que, naquele momento, todo o meu corpo era uma zona erógena. Qualquer pequeno toque onde quer que fosse provocava-me ondas de prazer.

- Não faças nada. Apenas relaxa. Faz de conta que não se está a passar nada.

- Mas porquê?

- Confia em mim. Faz o que te digo. - Disse, meigamente, sorridente.

Não percebia porque ela me pedia aquilo, mas obedeci. Confiava efetivamente nela.

Tentei acariciar-lhe um seio, mas ela esquivou-se.

- Está quieta. - Disse, sorridente. - Esquece que aqui estou. Aprecia só as sensações.

Continuou largos minutos a acariciar-me o corpo de alto a baixo, com exceção dos meus genitais e dos mamilos, que continuavam de quarentena.

De tempos a tempos soltava-se uma pequena onda de prazer vinda das minhas entranhas.

Era extremamente agradável e a parte boa é que não provocava ereção, permitindo-me apreciar o momento na sua plenitude, sem desconforto ou dor.

A certa altura senti a minha vagina a contrair-se, e com essas contrações vinham espasmos prazerosos.

As contrações provocavam movimentos de vaivém no estimulador da próstata e, de tempos em tempos, novas ondas de prazer.

E embora eu tentasse não reagir ativamente àquelas sensações, não pude controlar os gemidos que eram agora mais frequentes e audíveis.

Todo o meu corpo era prazer. Estava longe de ser um orgasmo, mas era um prazer que não sabia ser possível.

A certa altura, a Rita começou a estimular os meus mamilos. As suas mãos focaram-se exclusivamente neles e comecei a revirar os olhos e a gemer como um louco.

- Não te contraias, querida.

Naquele momento havia perdido o controlo do meu corpo. Todo ele funcionava de forma independente da minha vontade.

O estímulo dos mamilos fazia aumentar a intensidade e cadência das contrações internas, que disparavam ondas de prazer das minhas entranhas em todas as direções.

Até o meu pénis, até então a única fonte de prazer que conhecia, era invadido por essas ondas, sem, contudo, ficar ereto.

Devemos ter ficado naquilo cerca de meia hora.

A interação dos meus mamilos com vagina era sublime.

Por várias vezes estive à beira de um orgasmo, ou lá o que fosse, mas não chegou a acontecer.

Por fim, a respiração começou a acalmar, os gemidos pararam, e, exausto, deixei cair as pernas na marquesa.

A Rita libertou os meus mamilos e beijou-me ternamente, uma e outra vez.

- És linda. - Disse, por fim, olhando-me fixamente nos olhos.

As lágrimas vieram-me aos olhos. Não por tristeza, mas por felicidade.

Puxei-a para mim e beijei-a apaixonadamente.

O momento de transe em que nos encontrávamos foi interrompido com um estrondo.

Virámo-nos e vimos o guarda Ramalho estatelado no chão. Deve ter aberto a porta e estava a espiar-nos, até que caiu.

Levantou-se e ajeitou-se, mantendo a pose.

- Ora então temos aqui duas fufas. É muito interessante. O que toda a gente diria se se soubesse?

Na ausência de reação de nossa parte, continuou: Talvez me possam convencer a ficar calado.

Eu e a Rita trocámos um brevíssimo olhar, que nos permitiu, em décimas de segundo, saber exatamente o que faríamos a seguir.

Dirigi-me ao guarda Ramalho, passei-lhe com uma mão na face, e lentamente deslizei para trás dele.

Aproximei-me do seu pescoço, de forma a que sentisse a minha respiração, e sussurrei-lhe ao ouvido.

- Olha, olha, um guarda muito malcomportado.

A Rita aproximou-se pela frente e passou-lhe as suas doces mãos pelo peito.

- O que havemos de fazer com um guarda tão malcomportado? - Sussurrei de novo.

A Rita, continuando a passar-lhe as mãos pelo tronco, aproximou-se também do seu pescoço, enquanto eu começava a passar-lhe as mãos pelas nádegas.

A avaliar pela respiração ofegante, o guarda Ramalho estava muito excitado.

- Vamos ter de o castigar. Não nos deixa outro remédio. - Sussurrei-lhe novamente ao ouvido, pausadamente.

- Pois, é assim que se tratam os meninos maus. - Disse a Rita, sensualmente, enquanto lhe desapertava um botão da camisa.

O guarda Ramalho gemia de prazer. O seu coração batia de tal forma que parecia que lhe ia saltar do peito para fora.

Tirei-lhe as algemas que tinha à cintura e prendi-lhe uma mão.

O guarda Ramalho não esboçou qualquer reação de discordância.

- É o que se faz aos meninos maus. Temos de os castigar. - Continuava a sussurrar-lhe ao ouvido, enquanto o levávamos contra uma das camas.

Quando estava em posição, passei as algemas por entre a estrutura tubular da cama e prendi-a à outra mão, deixando o guarda Ramalho preso nela.

- Parece que está com dificuldade em respirar, não é? - Disse a Rita.

- Pois é… É melhor desapertar mais a camisa para o deixar respirar melhor.

Olhámos uma para a outra, quer dizer, outro, e desapertámos-lhe a camisa completamente, deixando exposto o seu tronco peludo.

- Olha, coitadinho, parece que também está muito apertado nas calças. - Disse, apontando para o volume provocado pelo seu pénis prestes a explodir.

A Rita começou a desapertar-lhe o cinto, lentamente, muito lentamente.

O guarda Ramalho tentava aproximar-se mais ainda dela, que se ia chegando mais para trás, até já não ser possível chegar-se mais à frente.

Depois começou a mexer a cintura na esperança, certamente, de conseguir alguns estímulos no seu órgão sedento de prazer.

- Este menino está a portar-se muito mal. - Disse mais uma vez, provocadoramente.

A Rita despertou finalmente o cinto, começando agora a desabotoar as calças, enquanto eu lhe acariciava o tronco.

O guarda Ramalho gemia de desespero. Nunca mais chegava a hora do seu justo tratamento, enquanto nos divertíamos a observar cada segundo do seu desespero.

Finalmente despertou todos os botões, puxando-lhe em seguida as calças até aos joelhos, expondo umas cuecas completamente molhadas na zona do pénis.

Por baixo notavam-se movimentos rítmicos, daquele órgão a querer fugir ao aprisionamento em que se encontrava.

- Mas o que é isto? - Disse a Rita, apontando para as cuecas.

- Mas o menino não sabe que é falta de educação apresentar-se neste estado à frente de duas senhoras? - Perguntei, enquanto me deslocava para o lado da Rita.

- Realmente… - Concordou a Rita.

- Parem com isso. Fodam-me o caralho. Não aguento mais. - Disse o guarda Ramalho, já em desespero.

- Que mal-educado. - Disse, fingindo indignação. - Vamos ver o que é que tem por baixo destas cuecas imundas.

Antes de lhe retirar as cuecas, acariciei-o no abdómen, deslizando depois as mãos para baixo, passando-as depois pelas pernas abaixo, sem lhe tocar no pénis.

O guarda Ramalho procurava, em vão, aproximar-se mais de mim, para obter algum tipo de estímulo.

Deixei-o debater-se por uns instantes até que por fim lhe puxei as cuecas até aos joelhos, libertando o seu pénis ereto, todo lambuzado pelos seus líquidos seminais.

Isso fez com que o guarda Ramalho aumentasse os seus movimentos, agora descoordenados, à medida que berrava:

- Fode-o, fode-o agora.

- Que grosseiro. Não se fala assim com umas senhoras. - Disse a Rita, pegando-me na mão, de forma a afastarmo-nos um pouco dele.

- Vamos vestir-nos. Pode ser que, entretanto, aprenda a comportar-se. - Disse eu.

- O quê? - Berrou o guarda Ramalho enfurecido. - O que é que estão a fazer? Libertem-me.

- Só vamos dar tempo para se acalmar, senhor guarda. - Disse a Rita. - Depois continuamos.

- Não me façam isso. Eu vou portar-me bem. - Suplicava o guarda, perante a nossa indiferença.

Calmamente, fomo-nos vestindo, trocando umas graçolas sobre trivialidades.

Só quando vesti as cuecas é que me apercebi que ainda tinha o estimulador de próstata no ânus. Deixei-o ficar.

Quando finalmente acabámos fomos para perto da nossa presa, cujo pénis tinha, entretanto, ficado flácido.

A sua expressão de frustração refletia esse facto na perfeição.

- Será que o nosso menino aprendeu a lição e se vai comportar bem? - Perguntei.

- Espero que sim. Vamos ver.

Bem à frente dele, beijámo-nos suavemente, uma e outra vez.

As nossas mãos acariciam as nossas faces mutuamente, enquanto os meus peitos falsos se roçavam nos lindos peitos da Rita.

As nossas respirações tornaram-se ofegantes.

Puxei as nádegas da Rita contra mim, enquanto esta me segurava as faces e invadia a minha boca com a sua língua.

Trocámos beijos e carícias durante vários minutos, enquanto o guarda Ramalho suplicava por atenção.

O seu pénis, novamente ereto e lambuzado, pulava uma e outra fez, a suplicar por atenção.

- Fodam-me agora, por favor, não aguento mais. - Suplicava.

Obviamente ignorámo-lo e continuámos a beijar-nos e acariciarmo-nos.

O estimulador da próstata misteriosamente voltou a funcionar e ondas de prazer brotaram das minhas entranhas.

Levei a mão à vagina da Rita, para lhe dar prazer de volta, mas esbarrei no maldito cinto de castidade. Estava completamente esquecido disso.

As suas cuecas estavam molhadas, expondo o grau de excitação da Rita, que ia soltando pequenos gemidos.

Tentei acariciá-la, fazendo movimentos circulares no seu cinto de castidade, mas rapidamente puxou a minha mão toda melada para fora.

- Não. Não dá. - Disse em surdina.

Levei a minha mão para junto do guarda Ramalho. De seguida passei-a pelo seu nariz e lábios, deixando-o sentir o cheiro e o sabor da Rita.

- Fode-me, fode-me. - Suplicava.

Rimo-nos e beijámo-nos novamente, ignorando-o mais uma vez.

- Mas que merda é esta? - Berrou o Carlos, enquanto entrou de rompante na enfermaria.

- Carlos, elas prenderam-me. Apanharam-me à traição e prenderam-me.

Eu e a Rita trocámos um breve olhar cúmplice.

Não estávamos nada admiradas porque para nós era evidente que haveria câmaras ocultas por ali.

Aproximei-me do Carlos, que estava vermelho de raiva, e sussurrei-lhe ao ouvido:

- Ora, querido, nós não lhe tocámos. Estamos só a divertir-nos, como querias.

De seguida mordisquei-lhe ao de leve a orelha e, antes que se conseguisse afastar, o pescoço também.

Atónito, ficou em silêncio a olhar para nós, enquanto o guarda Ramalho suplicava para ser libertado.

- Vamos embora. - Disse, por fim, o Carlos.

- E o guarda? - Perguntei.

- Deixa-o ficar.

E fomos os três embora.


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