No Carnaval, Vendi Minha Fantasia - conto erótico romântico longo

  • Temas: romance, anal, oral, fantasia, carnaval, gp, novinha, sítio, grupal, puta, garota de programa
  • Publicado em: 24/04/26
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  • Autoria: Ariane_Lima
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Private Muse

Eu estava com vinte e dois anos de idade e morava sozinha com meu pai, pois mamãe já tinha falecido. Papai trabalhava como operário numa fábrica têxtil, era severo e exigente. Eu nem trabalhava nem estudava, mas fazia de tudo pra agradá-lo: mantinha a casa sempre limpa, lavava suas roupas e fazia uma comidinha gostosa pra quando ele chegasse do trabalho. Pequenas coisas que eu fazia sem ele pedir e sem ele agradecer.

Papai tinha muitos ciúmes de mim. Eu nunca namorava na frente dele por isso. E saía pouco de casa, passando muito tempo sem arranjar namorado. Sempre fui uma filha obediente e fazia de tudo pra agradar meu pai e ver se ele demonstrava algum carinho por mim. Mas ele era seco demais, grosseiro demais comigo. Quando estava de mau humor, não tinha jeito. Achava logo um pretexto pra me humilhar, cobrando de mim que eu arranjasse um trabalho.

Um dia, conversando com minha amiga Juliana sobre arrumar algum emprego, ela disse que tinha uma coisa pra falar comigo que poderia me ajudar. Fazia um tempo que ela trabalhava daquele jeito, saindo com uns caras. Disse que uma vez, durante o carnaval, lucrou quinze mil reais pra ficar com uns empresários num sítio. Era bastante dinheiro na época.

- Você ganhou 15 mil só pra ficar com uns caras?

- Verinha, eu ganhei essa grana pra transar com eles, né?

- Ah, entendi agora...

Eu nem soube mais o que comentar. Então ela disse:

- Olha, o carnaval está perto. Eles querem umas meninas novas e você pode ganhar muita grana, viu!

- É... Mas não sei fazer isso, não. Não quero, Juliana.

- Tudo bem. Mas pensa bem e me diz se mudar de ideia. Só não demora muito a se decidir, porque tenho que levar alguém e vou procurar outra menina se você não for.

Fui pra casa decepcionada com minha amiga. Ela estava fazendo programa e ainda queria me levar junto. Não sei o que fez ela achar que eu aceitaria.

Por uns dias, eu não quis nem pensar a respeito. Mas, quando chegou perto do carnaval, tive uma discussão com papai e ele me falou mais coisas horríveis e humilhantes, me chamando até de vagabunda. Então tomei uma decisão. Imaginei que, se eu levasse dinheiro pra casa, talvez ele parasse de me tratar mal.

Disse à Juliana que aceitava a proposta de ir com ela pro tal sítio. Expliquei ao meu pai que havia arrumado um emprego temporário de cuidadora em uma casa de família, que ia ficar uma semana fora, mas ia ganhar uma boa grana. Ele resmungou, mas deixou. No dia marcado, fui com Juliana de ônibus até Paracuru, o lugar onde íamos "trabalhar".

No ônibus, a Ju ficou animada o tempo todo, falando de coisas que eu mal ouvia. Eu olhava pela janela. A cidade foi ficando pra trás e veio a estrada.

Chegamos à tarde. O sítio era maior do que qualquer lugar em que eu tinha entrado na vida. Possuia piscina, churrasqueira com cobertura e uns quartos que se espalhavam pelos fundos e por outras partes. Fiquei parada na entrada sem saber pra onde olhar primeiro.

Juliana me apresentou pra dona da propriedade, uma senhora de meia idade e bonita chamada Rosa, cabelo escuro com luzes, unhas compridas pintadas de vermelho. Vendo-me muito calada, a mulher só falou:

- Ela é bem tímida, né? Mas é bonitinha e os caras gostam desse tipo de moça. Ela faz tudo?

A Juliana olhou pra mim e, como eu fiquei sem saber o que responder, até porque não entendia o que significava "fazer tudo". A Ju fez uma careta pra mim, pra eu responder à mulher. Continuei calada e minha amiga insistiu pra eu dar uma resposta.

- Você faz tudo, né, Verinha?

Respondi, com medo de a mulher me rejeitar:

- Faço, sim, senhora.

- Ótimo! Vou levar vocês pro quarto onde vão ficar. Podem curtir o lugar à vontade. Amanhã de manhã, vão pra piscina; assim os caras já vão se interessando.

Quando fiquei com a Ju no nosso quarto, não conseguia parar de pensar como iria ser aquilo. Onde é que ia arranjar coragem pra transar com um homem desconhecido só por dinheiro? Eu nunca tinha me imaginado fazendo nada parecido. Eu não era mais virgem, porém não era tão experiente no sexo. Pensei muito no meu pai, que podia descobrir e ia ser a maior decepção pra ele. A Ju notou como eu estava pensativa e procurou me animar e fazer parecer que aquilo era só diversão.

- A gente não tá fazendo nada de errado, Verinha. Vamos só gozar com os caras e eles dão uma ajuda pra gente. Vai ser divertido pra eles e pra nós.

Mas eu sabia que ela não acreditava no que dizia.

Pela manhã, fomos as duas pra piscina de biquíni. Havia outras moças lá, com quem a Ju conversou. Aos poucos foram aparecendo alguns homens; um grupo de amigos fazendo churrasco colocou música de carnaval pra tocar. Os caras, fantasiados ou só de sunga, dançavam e tomavam cerveja. Outros viram a gente na piscina e, fazendo a maior festa, vieram se aproximando e cada um foi puxando uma de nós pra conversar, dentro e fora da piscina. Logo já tinha casal até se beijando. Eu fiquei na borda da piscina com os pés na água, olhando tudo sem saber direito qual era o meu papel ali.

Ainda procurava a Ju com os olhos quando um homem de bermuda branca de linho e camisa havaiana apareceu na minha frente, sorrindo, segurando um copo de caipirinha.

O homem perguntou meu nome. Respondi e ele me levou pra sentar em umas cadeiras de nylon ali perto ao redor da piscina.

Enquanto me paquerava, elogiando minha beleza e perguntando coisas soltas, eu o observava um pouco perdida, sem certeza de que deveria revelar detalhes da minha vida pessoal naquele ambiente.

Ele tinha uns 50 anos, chamava-se Ernesto. Tinha uma barriga que estufava a camisa havaiana. Moreno e não muito bonito. Mas, quando sorria, me agradava por algum motivo.

A Ju tinha dito que os clientes mais ricos pagavam até 500 reais só por uma transa. Então procurei dar atenção a esse moço.

Perguntou se eu gostaria de ficar com ele num lugar mais reservado. Respondi que sim e ele me levou pela mão, contornando um campo de futebol onde alguns rapazes jogavam. Antes de entrarmos num dos quartos, no fundo do sítio, meu homem me puxou pela cintura e procurou me beijar na boca. Eu ia resistir, mas lembrei que meu trabalho era ceder e agradar. Muito nervosa e dura, permiti o beijo, mas sem abrir os lábios. Depois ele me soltou e entramos num quarto pequeno, com uma cama de casal, um abajurna mesinha e uma janela fechada com cortina grossa.

Ele me levou pra sentar com ele na cama. Ficou segurando minha mão e sorrindo pra mim. Sem saber o que falar, me esforcei pra lhe dar um sorriso. Meu coração batia forte e as pernas tremiam.

- Estou vendo que está nervosa. Quer beber alguma coisa?

- Não, senhor; eu não bebo.

Ele sorriu e me puxou devagar pra perto dele, alisou meu cabelo e me beijou na boca de novo. Outra vez fiquei de lábios cerrados.

- Ah, tão tímida! Está com medo de mim, bebê?

Ele falou de um jeito engraçado que me fez soltar um risinho. Depois, desceu o top do meu biquíni. Beijou meus seios bem devagar. Lambeu e chupou um dos mamilos, depois o outro. Ele parecia ser um homem carinhoso e paciente com mulheres. Gostei dos gestos delicados dele. Meu nervosismo estava passando, os beijos faziam enrijecer os bicos dos meus seios com uma sensação boa.

Ele pediu pra eu me deitar. Obedeci e ele puxou meu biquíni. Lentamente, me despiu. Abriu minhas pernas e se curvou. Enfiou a cara nos meus pêlos e começou a beijar minha buceta com força. Pela forma de me chupar, passando a língua no fundo, compreendi que era um homem bastante experiente em sexo.

Fechei os olhos. Senti a língua lambendo os lábios e depois meu clitóris, que ele chupou demoradamente, como se saboreasse um bombom que desejasse consumir até desaparecer.

Que delícias aqueles momentos! Minha primeira vez com um cliente estava sendo muito diferente do que eu havia imaginado. Ernesto me dava prazer, fazendo-me sentir como mulher e não como uma prostituta. Esqueci-me até do motivo de estar naquele quarto, que era prestar um serviço e ganhar por ele.

Depois, ele perguntou se eu queria chupá-lo um pouquinho também. Respondi que sim, que faria o que ele desejasse. Ele ficou de joelhos ao meu lado e eu permaneci deitada. Colocou o membro na minha boca e eu comecei a trabalhar com os lábios e a língua, fingindo saber o que fazia. Mas eu mal tinha experiência em sexo oral, pois só tinha praticado algumas vezes com um namorado que me obrigava.

Finalmente, depois que ficou bem duro na minha boca, se afastou e colocou a camisinha. Nesse momento, voltei a ficar tensa. Paralisei na cama, deitada de barriga pra cima com as pernas esticadas e fechadas. Ele se posicionou por cima e me forçou a abrir as pernas com um joelho, ao mesmo tempo que sussurrou no meu ouvido:

- Me deixa colocar na bucetinha, bebê?

Outra vez me fiz rir com aquela sua fala, me chamando de bebê.

- Hum, Tá...

Eu abri um pouquinho e ele forçou pra eu abrir mais. Foi o bastante pra ele encaixar em mim. Penetrou-me devagarinho, entrando e saindo muito duro, tão duro que eu sentia suas veias inchadas passando pela minha vagina. Escancarei as pernas. Eu queria sentir tudo, deixar ele me invadir mais fundo e melhor. Gemendo, toda entregue sob seu corpo de homem maduro, gozei soltando uns gritinhos loucos que o deixaram mais excitado. Em seguida, foi a vez dele. Gozou com uns gemidos de homem que atinge um orgasmo demorado e forte.

Quando acabou, ficamos só deitados. Ele disse, fazendo carinho no meu rosto, que queria ficar comigo mais vezes. Elogiou-me, eu não era como as outras garotas de programa, eu tinha alguma coisa de diferente que ele gostava, que queria só pra si.

Quando vesti meu biquíni pra sair, ele me deu oitocentos reais e disse:

- Fica só comigo essa semana. Vou te recompensar muito bem.

Eu nunca tinha segurado tanto dinheiro de uma vez. Fiquei olhando pras notas um segundo, sem saber onde guardar, e enrolei tudo dentro do top do biquíni, contra o peito. Além do dinheiro, aquele homem tinha me dado um momento de prazer inesperado. Então sorri e disse que aceitava, que ia ficar só com ele, sim. Ele me beijou e dessa vez abri os lábios num movimento mais natural. Ficou marcado pra gente jantar juntos e eu dormir com ele aquela noite.

Voltei pro quarto que dividia com a Juliana. Ela não estava lá. Imaginei que ela também se ocupava com algum homem. Tomei banho e fui ficar deitada na cama esperando a Ju retornar.

Pensei no que tinha acabado de fazer. Havia sido estranho e bom, nada parecido ao que havia imaginado. Eu tinha gozado e isso me fez sentir menos culpada. Aquela poderia ter sido uma transa só por prazer, algo normal, autêntico. O dinheiro foi só um bônus. Claro que, em outras circunstâncias, eu não teria ido pra cama com um homem daquele tipo, coroa e feio. Mas ele tinha sido perfeito como primeiro cliente. Eu não poderia ter tido mais sorte.

Depois de muito pensar na cama e já sentindo fome por estar perto da hora do almoço, a Ju apareceu. Ela me perguntou:

- E o coroa te deu quanto?

- Oitocentos reais.

- Sério? Nada mal! E ficou só com ele?

- Claro!

- Pois já fiquei com dois. Você tem que aprender a ser mais rápida.

- Mas o Ernesto pediu pra ficar só com ele aqui. Que ele vai me dar um extra.

- Não faz isso! Você vai sair perdendo! Ele não consegue cobrir o dinheiro que vai deixar de ganhar com mais homens!

- É? Mas já dei minha palavra!

- Mas não é assim que esse negócio funciona, Verinha! Isso não é romance. Todo cliente sabe que a gente fica com outros homens, mas eles gostam de pensar que somos exclusivas só pra eles, sabe? Pode ficar com quantos caras você quiser! Acredite em mim. É só você ser discreta se ele realmente insistir. Não deixa ele saber que ficou com mais ninguém.

- É que... Bem, não parece certo fazer isso, amiga.

- Mas é certo, sim. Não precisa ser fiel porque nenhum deles é seu namorado! Lembre que ainda temos que pagar a parte da dona Rosa. Você vai se arrepender se não me ouvir. Eu sei mais do que você!

- Bem, vou pensar.

- Mas não tem o que pensar! É só a gente ir passear em outros locais que ele nem vai ficar sabendo onde você andou! Agora vamos almoçar e descansar. Um cara me convidou pra ir a praia com um amigo e vou levar você pra ficar com o amigo. Vamos num passeio de lancha.

- Eu só fiquei com ele porque ele me pareceu legal. E se eu não gostar dos outros?

- Aí você pensa na grana e começa a gostar de qualquer um!

...

Depois do almoço, cochilamos uns minutos. A Juliana acordou toda animada pra sair com os caras. Eu disse que ainda estava com dúvidas se deveria fazer aquilo.

A Ju me deu outra bronca. Me deixou bem chateada, mas acabou mudando de tática, dizendo que compreendia o que eu estava sentindo, pois era só a minha estreia e era normal ficar confusa. Depois voltou a insistir pra que eu fosse. Jurou que eu ia amar os amigos dela, que dessa vez ela também nem estava pensando em dinheiro, que era mais porque eles eram ótimos pra se divertir e eram uns lindões. De tanto ela buzinar nos meus ouvidos, acabei cedendo.

Troquei o biquíni por um outro e coloquei um shorts por cima, imitando o estilo da Ju. Ela queria que eu ficasse bem sexy como ela. Deixamos o quarto e acho que fazíamos uma dupla bonita, ela a ruiva gostosa, e eu a morena magra de seios grandes.

Pra ser discreta e evitar problemas com o Ernesto, pedi a Ju pra ligar pros caras e avisar que a gente ia esperar eles na saída do sítio. A Ju concordou que era uma boa ideia.

Na hora marcada, antes das três da tarde, fomos esperar os homens em frente ao portão do sítio. A Ju deu mais informações sobre eles. Eram primos, empresários com quem ela já tinha ficado antes e eram generosos. Eu só precisava fazer tudo certinho pra gente se dar bem com eles.

Os homens apareceram de carro e nós entramos. A Ju foi no banco da frente fazendo companhia ao que dirigia. Eu fiquei com o outro no banco de trás.

O primeiro se chamava Bergue. Era um homem de uns quarenta anos, branco, de barba bem feita e óculos. Boa aparência, falante e educado. O outro se chamava Fernando. Ele era ainda mais bonito do que o parceiro da Ju e mais ou menos da mesma idade do primo. Não possuía barba, mas tinha um bigodão negro que dava ao sorriso um charme a mais. Achei ele um homão de bonito! Alto, sem muita barriga e até um pouco musculoso. Enfim, os dois caras eram bem atraentes e logo entendi por que a Ju estava tão animada desde o início.

Chegamos à praia rapidinho. Fomos pro trapiche onde ficava a lancha, que era luxuosa, enorme e com dois níveis, assentos confortáveis na parte de cima e em baixo. Era alugada. Um rapaz pilotou e nos levou pra um passeio pela costa, até uma praia bem tranquila.

Desde o início, durante o tempo que estive ao lado do Fernando, ele não conversou muito comigo. Estava mais interessado em falar com a Ju e o amigo, rindo ao lembrar de coisas que já tinham feito em outro carnaval.

Achei que talvez o Fernando não tivesse gostado muito de mim. Sendo rico e bonito, devia estar acostumado com garotas mais interessantes do que eu. Mesmo ainda na dúvida se ia querer transar com ele, procurei me soltar, conversando e sorrindo mais.

Não demorou e ele focou mais em mim. Se aproximou e me beijou na boca. A Ju e o Bergue já estavam se beijando na parte de cima. Eu e o Fernando estávamos em baixo, perto do motor. O piloto tinha ficado bem na frente e eu nem o via.

O Fernando começou a pegar nos meus seios. Mas eu não queria fazer nada ali. Além de me sentir mal pelo Ernesto, não teria coragem pra fazer sexo na lancha, com o piloto e o outro casal podendo ver tudo. Pela Ju não havia problema algum. Só eu que estava tímida.

Notei que lá em cima a minha amiga sentava no colo do Bergue. O biquíni dela descido, os seios de fora. Transavam em silêncio. Meu parceiro tentou baixar meu biquíni. Não permiti e ele se irritou. Acabou me largando e foi abrir uma cerveja. Tomou a cerveja de pernas cruzadas e sem olhar pra mim. Ele estava só de sunga e eu fiquei olhando pro seu corpo, achando-o muito atraente. Uns minutos depois, falei:

- Eh... Tá chateado comigo?

- Por que você veio, se não queria transar?

Demorei a responder, desviando o olhar pra longe dele. Depois disse:

- É que não tenho coragem de fazer nada na frente dos outros, sabe?

- Pois vem mais pra cá. Não vão ver você aqui. Só chupa um pouco meu pau.

Olhei pro casal lá em cima. Juliana seguia fazendo o trabalho dela muito bem. Voltei-me pro Fernando e Respondi:

- Tá bem.

Sentei do outro lado do banco, onde ficava mais escondida. O Fernando me beijou de novo e levou a mão até a minha buceta. Apertava e massageava. Humm, soltei um gemido. Era bom.

Depois do beijo, olhei pra sunga dele e vi o quanto estava volumosa. Não seria nenhum sacrifício pra mim dar prazer àquele homem.

Me agachei entre as pernas dele. Puxei a sunga e segurei seu membro. Senti meu coração bater mais agitado. Excitei-me ao prendê-lo assim na minha mão. Abri a boca e comecei a chupar. Fui movimentando a cabeça, deixando o membro escorregar bem molhado sobre a minha língua.

Ele gemia. Quando eu parava, ele mandava eu continuar.

Procurei acelerar o processo deslizando a mão num movimento rápido. Ao mesmo tempo eu dava umas chupadinhas na glande, sugando pra estimulá-lo.

Fernando começou a gozar. Deixei o sêmem escorrer pelos cantos dos lábios, com nojo de engolir. Ao final ele deu uma risada de contente.

- Heh! Muito bom, linda!

- Hum... Gostou?

- Gostei. E vou querer mais de você.

Eu não sabia o que responder. Não queria dizer nem sim nem não. Simplesmente soltei uma risadinha:

- Hah, tá bom.

Eram mais de cinco da tarde quando o passeio acabou. Voltamos pro sítio. Pedimos pra descer em frente ao portão. A Juliana já saltou no meu pescoço:

- Eu não vi vocês transando!

- É que eu não quis, Ju... Desculpa.

- E perdeu esse tempo todo só conversando?

- Eh... Não foi só conversa. Eu fiz um boquete nele.

- Ah, fez? Muito bem. Mas... E a grana? Quanto ele te deu?

- Grana? Não me deu nada. Mas foi só um boquete, amiga.

- Verinha! Aff! Num acredito nisso!

- Calma, Ju. A gente ainda vai se encontrar mais vezes e ele deve me dar o dinheiro... Eu acho.

- É bom mesmo! Se ele não der, cobre!

- Está bem...

Não sei por que ela se estressava com aquilo. Não estávamos lá pra gozar com os caras? Mas claro que não era só isso pra ela.

Bem, de noite fui sozinha ao restaurante pra jantar com o Ernesto como a gente tinha combinado. A Ju jantou no quarto. Disse que ia dormir um pouco, pois já tinha compromissos pra noite.

- Eu também tenho. Vou dormir com o Ernesto. Não precisa se preocupar comigo.

- Está bem. Aproveita lá a noite com seu marido.

- Ha ha, não é nada disso, Ju! Eu só achei ele legal, tá?

O meu homem estava no restaurante me esperando. Sentamos frente a frente. Ele usava roupas elegantes. E eu também tinha colocado um vestido bonito. Não estávamos de forma alguma nos importando com a moda do carnaval. O jantar foi ótimo e tranquilo.

Deixamos o restaurante de mãos dadas. Ainda era cedo e fomos ver o baile de carnaval na quadra. Observamos de longe. Depois nos sentamos num banco de madeira, numa pracinha ali perto, no escuro. Trocamos uns beijos de língua. Ele me fez pegar em seu membro duro o tempo todo. Depois só conversamos.

- Não ficou com ninguém hoje? Está cumprindo o nosso acordo?

- Hum, estou, sim.

- Já quer ir pro quarto comigo?

- Quero. Vamos?

Levantamos. No caminho, encontramo-nos com a Juliana e os mesmos caras da lancha, o Bergue e o Fernando. Estavam com umas fantasias leves, só roupas coloridas e maquiagens variadas. Os homens de pirata e a Ju de feiticeira. Quando ela me viu, apressou o passo pra vir falar comigo. Tentei apresentá-la ao Ernesto, mas ela só lhe deu um oi apressado e pediu licença pra falar comigo em particular.

Afastamo-nos de todos um pouco.

- Larga esse cara e vem ficar com o Fernando. Ele está doido por você, amiga! Ele é muito rico. E vamos combinar: bem mais bonito do que esse seu coroa, né?

- Ju! Não posso fazer isso! Eu lhe avisei que ia dormir com ele!

- Tá, avisou. Mas ao menos vai conversar um pouco com o Fernando antes que outra mais esperta não pegue ele! Aí você marca um local e horário pra amanhã!

Olhei pro Ernesto, que me aguardava de pé. Vi que ele disfarçava sua impaciência olhando em direção à quadra em que as pessoas dançavam. Os outros dois conversavam ali perto. Pra me livrar da Ju e não deixar o Ernesto esperando. Respondi.

- Tá bem! Tá bem!

A Ju se afastou, pegou no braço do Bergue e foram embora. O Fernando tinha ficado me esperando. Fui falar com ele fazendo um gesto pro Ernesto me esperar só mais um pouquinho.

- Você tá bonita com esse vestido.

- Desculpa, mas eu tô com um amigo agora, sabe? A gente pode se falar amanhã?

- Ah! Você tá de brincadeira! Vai me trocar por esse velho mesmo?

- Não! Amanhã a gente fica.

- Mas quero você hoje!

- Ai, por favor! Agora não dá!

- Claro que dá! Se você quiser. Olha, vou te esperar mais um pouco no baile. Vai lá! Vai falar com ele, se livra e vem me procurar.

- Tá bem. Se der, eu procuro você.

Falei assim só pra me livrar e fui correndo de volta pro Ernesto. Ele estava com uma cara horrível.

- Já transou com esse sujeito?

- Não! Conheci ele essa tarde, tá? É amigo da Ju.

- E o que ele queria? Marcaram um encontro, foi?

- Claro que não! Ele até queria, sim. Mas eu disse que já estava com você.

Fomos andando em direção aos quartos. O Ernesto continuava muito chateado. Mal falou comigo e nem quis mais pegar na minha mão.

Entramos no mesmo quarto.

Mal trancou a porta, o Ernesto me empurrou pra cima da cama. Estava meio puto comigo mas interessado.

- Tira logo isso!

Ele tirou meu vestido. Me colocou sentada, nua na cama. Outra vez, antes de pôr o preservativo, me fez chupar seu pênis. Chupei com carinho até deixá-lo bem excitado.

Endurecido, embalou com a camisinha enquanto eu aguardava, agora deitada. Não quis me chupar dessa vez. Só se deitou sobre mim. Abri as pernas e ele me penetrou. Fodeu-me num papai e mamãe por um tempo. Depois me fez ficar de joelhos na cama, de costas pra ele.

- Você faz tudo, né, menina?

Essa pergunta de novo...

Mas, como a resposta anterior não tinha resultado em nada ruim, achei fácil de responder dessa vez:

- Faço, sim.

- Vai me deixar meter no cu?

- Ai Ernesto... Não costumo fazer isso.

- Não precisa ficar fingindo toda hora que é inocente, Vera! Eu sou um cara experiente, ok?

- Tá... Mas eu num tô fingindo. Por que você tá falando assim comigo?

- Tudo bem. Deixa pra lá.

- Tá. Mas acredita em mim.

Fazia muito tempo desde que eu tinha praticado sexo anal pela última vez, com o mesmo namorado de que já falei.

- Mas você gosta?

- Gosto, sim. Só que faz tempo...

Ele usou um lubrificante. Me penetrou devagar. Choraminguei, gemendo baixinho com aquele sofrimento misturado ao prazer.

- Você gosta assim? Fala pra mim, fala!

Ele me penetrava e, com a mão me tocando na frente, os dedos massageando fundo, me fazia gostar de tudo.

- Hum, gosto...

Eu não era uma grande fã de sexo anal, mas daquela vez me deu prazer. Era deliciosa a massagem forte na minha buceta com aquela mão grosseira me apertando.

Não demorou e ele gozou.

Quando acabamos, ele disse:

- Deita aqui comigo.

- Hum, tá.

Deitei. Achei que estivesse tudo bem agora. Mas ele voltou a tocar no assunto do cara da lancha.

- Vai me falar a verdade?

- Sobre o quê?

- Você trepou com aquele cara hoje ou não?

- Não! Eu já disse! Por que você não acredita em mim?

- Ah! Não tem problema se você tiver dado pra ele. É seu trabalho. Só quero que diga a verdade. Estou acostumado com garotas como você.

Não gostei de ele ter falado daquele jeito. Pensei por um instante e lhe disse:

- Fomos a um passeio de lancha. Ele quis transar, mas não aceitei. Não fiz nada com ele.

- Então você mentiu pra mim? Saiu com aqueles caras?

- Foi só um passeio! Não fiz nada. Juro!

O Ernesto me olhou bem nos olhos. Mas eu desviei o olhar, com vergonha de estar contando só parte da história.

Ele se sentou na cama e disse.

- Pode ir pro seu quarto. Foi ótimo, mas estou cansado. Tome seu dinheiro.

Ele me entregou um envelope e eu o guardei na minha bolsa sem abrir.

- Mas... A gente não ía dormir juntos? Perguntei.

- Hoje não. Talvez outro dia.

- Ah tá bem. Já vou indo então.

- Boa noite.

Voltei pro nosso quarto. Não procurei o Fernando. Não quis falar com ninguém. Tomei um banho, me deitei e dormi sozinha. Só fui ver a Ju na manhã seguinte, quando acordei e a encontrei estirada na cama dela.

Eram dez da manhã. Fomos tomar café no restaurante. De tarde passeamos sozinhas pelo centro da cidade e compramos algumas coisas. Não vimos os caras da lancha nem o Ernesto.

De noite Dona Rosa apareceu no nosso quarto e pediu parte do dinheiro dela. As duas fizeram umas contas e eu tive que dar todo o dinheiro do meu envelope, que eram mil reais.

A mulher foi embora. A Ju quis saber com quanto eu tinha ficado.

- Oitocentos reais. Foi o que o Ernesto me deu no começo.

- Só oitocentos, Verinha? Já deveria ter bem mais! Ainda falta pagar a segunda parte da Dona Rosa. E quero ver como vai explicar ao seu pai se retornar com pouco dinheiro!

- Ai! Não me assusta, Juliana! Ainda temos tempo. E o Ernesto prometeu, não foi?

- Amiga, às vezes esses caras vão embora e até esquecem de pagar! Não confia só num cara! Tem que pegar outros! Quantos você puder!

- Acho que não sirvo pra isso, amiga...

Comecei a chorar sem motivos. A Ju parou de dar suas broncas. Me abraçou pra me acalmar, mas me fez prometer que ia mudar de atitude e ganhar o dinheiro do jeito certo.

- Tá... Vou tentar fazer o que você me disser.

De noite fomos ao baile fantasiadas de abelhinhas. A Ju disse pra evitar os caras bêbados a qualquer custo, que era furada. Ela se afastou um instante e voltou com um rapaz bem tímido. Ela nos apresentou. Não gravei o nome dele. Só lembro que não era nem feio nem bonito. Jovem, magro e loiro, não era desagradável pra mim. A Ju me disse em particular:

- Leva ele pro nosso quarto, mas acerta o preço antes.

- Quanto que peço?

- Sei lá, Verinha! Depende do que você fizer com ele. Pede 400 pra começar e, se ele pedir pra fazer anal ou outra coisa pesada, aumenta pra mil.

- Tá certo.

Levei o rapaz pro nosso quarto. Fizemos sexo normal na minha cama. Eu tinha esquecido de acertar o preço, mas ele me pagou 500 reais. Não achei o sexo nem bom nem ruim. Estava só querendo ganhar o dinheiro dessa vez.

No dia seguinte, não vi o Ernesto em lugar algum. Eu e minha amiga conhecemos novos homens. Juliana me fez entrar num quarto com um deles e lá transamos. De tarde, saí com outro homem e fizemos no hotel dele. Mais tarde apareceu um senhor que me levou pra um motel luxuoso de que gostei bastante. Foi o melhor do dia. Me fez gozar e me deu mil e quinhentos por tudo que fiz com ele. Ao final do dia, tanto eu quanto a Juliana tínhamos ganho bastante dinheiro. Separamos a parte da Dona Rosa, a última que faltava, eu me senti mais tranquila por ainda ter ficado com o suficiente. Ia voltar pra casa com grana e comprar algum presente legal pra papai.

Fomos jantar no restaurante pra depois irmos dormir e descansar. Ernesto estava lá, sentado numa cadeira, tomando um drink. Pedi licença a minha amiga e fui falar com ele.

- Oi!

- Oi. Tudo bem?

- Tudo bem, sim. Mas você sumiu, né?

- Você também.

- Não vai mais querer dormir uma noite comigo?

- Claro que vou. Só que hoje... Já tenho um compromisso.

- Ah, você já tem companhia pra essa noite?

- Sim; ela já vem ali.

Virei-me pra olhar. Uma das meninas que eu tinha conhecido se aproximava. Era jovem, uma loira, muito bonita.

- Então depois a gente se fala?

- Claro. Vai na paz.

- Você também fica na paz.

Voltei pra ficar com a Ju. Passei pela menina sem falar com ela, fingindo que não a tinha reconhecido. Ela foi se sentar na cadeira em frente ao Ernesto. Já ao lado da Ju, notei como ele e a moça conversavam e riam muito à vontade.

A Juliana me olhou sorrindo:

- Seu marido tá pegando uma outra puta?

- Ele tem direito, né? Não ligo.

- Ótimo! Agora vê se acorda e não perde mais tempo com ele!

No dia seguinte, Dona Rosa nos apresentou a um amigo dela. Ele acompanhava dois estrangeiros, alemães bem loiros. Eu os achei muito bonitos e a Ju também. Dona Rosa recomendou a nós duas que déssemos tratamento vip aos homens, que iam pagar em euros e ganharíamos um valor alto.

Transamos a manhã inteira com os três numa suíte rica, num hotel luxuoso, tudo muito chique. Os homens foram um pouco violentos nos espancando nas nádegas. Pediram pra eu fazer com dois deles ao mesmo tempo. Eu não queria no começo, mas a Ju me chamou pra conversar e disse que eles pagariam muito mais por aquilo. Aceitei pelo dinheiro e acabei gostando, mas fiquei me sentindo estranha depois por ter aceitado daquele jeito. Por causa das palmadas fortes nos nossos bumbuns, ficamos com marcas roxas e não vestimos mais biquínis. Foi o programa mais pesado da semana e o mais bem pago.

De tarde, de volta ao sítio, um rapaz bonito apareceu batendo na porta quando eu dormia. Alguém tinha me indicado a ele. Atendi à porta, com cara de sono e só de calcinha e camiseta. Mandei ele entrar, mas, nesse instante, vi o Ernesto em seu carro, que estava estacionado ali perto. Ele deu a partida e dirigiu pro portão, pra deixar o sítio. Achei que estivesse indo embora, pois muita gente já estava partindo com antecedência pra não pegar a estrada muito cheia na quinta feira, terminado o carnaval.

O Ernesto viu quando o rapaz entrou no meu quarto. Eu não tinha conseguido cumprir a promessa de ficar só com ele. Mas era desnecessário que ele assistisse àquela cena na hora de ir embora. Talvez até tivesse vindo se despedir de mim e tivesse desistido ao ver o rapaz entrando.

Transei com esse novo cliente um pouco sem vontade. Era tímido demais e eu o fiz gozar montada em cima dele. Não senti prazer, mas não foi ruim. Ele deixou o dinheiro sobre a cama e saiu. Voltei a dormir, só acordando quando a Ju retornou do programa que tinha ido fazer em algum lugar com algum cara.

A Juliana, já com uma cara de cansada, me disse:

- De manhã pegamos a estrada. Já podemos arrumar as malas hoje.

Fomos jantar no restaurante. Pedimos camarão e vinho do bom. A Juliana sorria de satisfeita.

- Quanto você fez?

- Uns dez mil.

- Muito bom pra uma primeira vez. E o Fernando? Te pagou pelo serviço na lancha?

- Nunca nem vi mais. Deve ter guardado ódio de mim.

- Ah! Não tem problema. Mas o resto valeu a pena, né?

- Claro, amiga. Apenas acho que dava pra ter ficado só com o Ernesto, sabe? Ele foi o melhor daqui.

- Você acha que ele te pagaria esses dez mil? De forma alguma!

- Talvez pagasse, sim. Ele tem muitas rendas.

- Então vai ao menos se despedir do seu maridinho, né?

- Ele já foi embora, Ju! Nem falou comigo...

- Num foi, não!

- Foi hoje mais cedo, sim. Eu vi.

- Amiga, e quem é aquele coroa sentado ali?

Olhei pra onde ela olhava. Vi Ernesto no canto onde ele costumava comer.

- É ele! Então não foi embora ainda?

- Vai logo lá, ao menos pra se despedir.

- Tá. Vou lá.

Fui na direção da mesa dele, mas parei quando vi o Fernando e o amigo bem na minha frente, conversando alto. Tinham acabado de entrar, fantasiados e parecendo levemente embriagados.

Desviei deles antes que me vissem e fui em direção ao terraço. Aguardei que se sentassem ou sumissem dali de alguma forma. Dando as costas pro interior do lugar, fiquei olhando pra fora, por sobre a cerca. Havia menos animação no sítio naquela noite, pois já era quarta-feira de cinzas. Na quadra, poucas pessoas dançavam num clima de fim de festa.

Virei-me pra dentro do restaurante outra vez. Não vi mais os dois homens. Deveriam ter se sentado em alguma mesa. Mas era difícil localizá-los com tanta gente jantando ali. Busquei Ernesto com uma certa apreensão, com medo de ele já ter saído, ou pior: alguma garota estar com ele. Mas ele permanecia no mesmo lugar, sozinho.

Andei com pressa até a mesa dele. Parei às suas costas, a uns passos de distância, sem que ele me visse. Cortava seu bife e levava os pedaços à boca devagar, às vezes deixando o garfo parado no ar, num gesto pensativo.

Eu ia chamá-lo. Hesitei, temendo que ele estivesse ali pra se encontrar com a sua nova acompanhante. E se ela aparecesse de repente e eu tivesse que me retirar como da vez anterior? Não tinha sido nada agradável aquilo.

Depois de observá-lo comer por uns segundos, me pareceu que ele não aguardava ninguém. Ainda assim, eu não estava tendo coragem o suficiente pra abordá-lo. Eu havia transado com tantos caras! Não cumpri minha promessa. Ele já devia saber disso. Ele tinha visto o rapaz entrar no meu quarto fazia poucas horas.

Olhei pra Juliana me sentindo perdida, pensando em retornar ao meu lugar. Mas ela fez uma cara feia e um gesto com a mão pra eu me mexer, pois estava parada ali perto dele como uma bobona que não sabe o que quer. Voltei-me pra ele, respirei fundo e dei mais um passo.

- Oi, Ernesto.

Ele se virou rápido. Sorriu ao me ver.

- Oi, Vera. Que surpresa boa!

- Tá tudo bem?

- Tá... Senta aí!

- Achei que você tivesse ido embora.

- Fui apenas fazer compras pra viagem de volta pra casa.

- E a sua namorada nova? Onde está?

- Hah, namorada? Não dou sorte com namoradas. Já sumiu no mundo. Senta aí!

Sentei-me.

- Vim só me despedir. Amanhã cedo vamos embora.

- Eu vou amanhã também.

Fiquei em silêncio, sem saber como continuar a conversa. Ele apenas me olhava, sorrindo, como se eu fosse a única a ter algo a dizer.

- Foi ótimo esse carnaval aqui, não achou?

Ele me olhou de um jeito que me fez arrepender de ter dito aquilo.

- Mais ou menos.... Poderia ter sido melhor.

- Você não se divertiu?

- Eu vim sozinho. Não é muito divertido isso.

- Ah, mas namorou bastante, não foi?

- Hah, um pouco... Mas nem tanto quanto outras pessoas.

Fiquei calada, sentindo no coração a pontada daquela indireta.

- Você ficou muito chateado comigo...

- Nem tanto, Vera. Já estou acostumado...

- Acostumado?

- Acostumado a ficar só...

- Ah, não faz drama, tá? Você pegou geral que eu vi!

Ele soltou uma risada curta.

- Hum, é verdade. Mas não foi exatamente como eu queria.

- Está falando de mim?

- O que você acha?

- Eu... Eu queria ter ficado só com você... Apenas não consegui... Mas ao menos tivemos um momento só nosso, não foi?

- Sim, mas nem tivemos a nossa noite dormindo juntos...

- Bem, isso foi você que não quis!

- Eu não quis?! Era o que eu mais queria... Mas... Deixa pra lá. Tivemos o nosso momento, sim... E foi bom te conhecer.

- Também gostei de te conhecer.

Ficamos em silêncio. Depois ele disse:

- Boa viagem pra você amanhã.

- Está bem. Você também se cuida. Vou lá ficar com a Ju.

Ele não ia me pedir nada. Entendi isso e levantei-me.

Apertamos as mãos. Trocamos um último sorriso e eu me afastei.

- Espera!

Ele me chamou quando dei um passo pra ir embora. Parei, senti meu coração pular. Virei-me pra ele num movimento rápido.

- Sim?

- Você tem compromisso pra esta noite?

- Não tenho mais compromisso com ninguém.

- Então... Ainda temos uma oportunidade... O que me diz?

- Você quer dizer... A gente dormir juntos?

- Você não quer?

Pensei por uns segundos. Por que não podíamos ficar juntos pela última vez? Podíamos, sim!

- Ah! Podemos! Claro que quero!

Ele sorriu.

- Espero você então? Em uma hora está bem pra você?

- No mesmo quarto?

- No mesmo quarto.

- Tá... Tá bem. Até mais.

- Até mais, bebê...

Voltei pra mesa da Ju. Ele não parava de olhar pra mim, curiosa. Perguntou-me:

- O que conversaram tanto lá? Que sorriso é esse?

- Não é nada, Ju.

- Ah, fala, amiga! O que ele te disse pra você estar assim toda alegrinha?

- Ele ainda quer dormir comigo. Só isso.

- Hum, entendi. O maridinho é do tipo romântico.

Apenas sorri.

Depois do jantar, corri pro quarto, pra me preparar pra ir ficar com o Ernesto. Ainda nos restava uma noite e eu mal podia esperar pelas coisas boas que ela prometia.

Fim


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