Meu (feliz) casamento com Paulo

  • Temas: Heterossexualidade, casamento por interesse, homossexualidade, traição, família tradicional
  • Publicado em: 07/04/26
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  • Autoria: valerialeme69
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Private Muse


Meu casamento com meu marido Paulo merece um capítulo à parte na minha louca vida. Por que eu, uma piranha assumida, como diziam, que já era descabaçada de buceta e cu, mal completara dezoito anos, resolvi me casar... Com um viado? O fato é que, todos conheciam no bairro da Zona Norte, onde morávamos, a má fama do meu futuro marido. Os colegas do colégio e alguns amigos e vizinhos, curiosos e intrigantes, também sabiam ou desconfiavam da minha condição de piranha, da minha preferência por homens casados. Mas a família, os parentes, não. Na época, nos idos dos anos 1960, eu procurava um trabalho, ao mesmo tempo em que estudava para o vestibular de Direito. Não suportava mais as cobranças familiares, “e aí, tem namorado?”, “quando é que vai virar mulher casada, Valéria?”, “não tem noivo ainda?”, e coisas que tais, e resolvi: um casamento seria um cala-boca nessas aporrinhações. Seria minha tábua de salvação. Tudo, menos a fama de galinha, um verdadeiro estigma naqueles anos.


Havia em nosso bairro, Cascadura, um garoto, com cerca de dezessete anos, que cursava a escola estadual, e que possuía fama de “viado”, igual ou pior que as “bichas” da Cinelândia. Paulo, esse o nome do rapaz. Diziam que os meninos da escoa faziam fila (não sei se é verdade) para foder com ele, nas escadas do prédio onde o putinho morava, ou, então, levavam-no para um local bem escondido, num terreno baldio do bairro. Parece que ele chupava e dava o cu. Mas eu não encontraria outro candidato em melhores condições que quisesse casar comigo – por causa da minha má fama... Eu vislumbrava no casório a possibilidade de ser sustentada por um marido que não iria exigir muito de mim. Ao contrário, provavelmente tal marido se conformaria, como, de fato, viria a acontecer, com a condição de “corno manso”, já que, nutrindo nítida preferência por homem, não se importaria com os meus possíveis futuros amantes.


A princípio, o pai dele, militar reformado, foi contra o namoro do filho com uma “puta”, como ele dizia. Mas, depois, conversando com a minha mãe, mostrou-se aliviado por ter a minha família bancado tudo: aluguel da casa de festas, despesas da cerimônia etc. Passou a não se incomodar muito com os comentários que corriam na vizinhança sobre o fato de a nora (eu) ser “uma vadia”, atribuiu-os aos intrigantes de plantão e às “vizinhas faladeiras”. Além disso, eu era de boa família, classe média, futura estudante universitária... E o filho – bem, quase todos sabiam da má fama do Paulo!


Ele, Paulo, como me confessaria, não tinha nenhuma experiência com mulher. Só havia transado com homem, e sempre na posição do passivo. Dava a bunda, chupava cacete, e para isso não tinha necessariamente que ficar de pau duro. Assim, ele se apavorava ante a perspectiva de ter de transar comigo... Ele e a torcida do Flamengo sabiam que eu já era escolada na arte do amor...


Conhecemo-nos numa dessas festinhas típicas dos anos 60. Nessa tal festinha, na Tijuca, eu e minha a irmã, que estudávamos na Escola Normal, assim como a dona da casa, destacávamos das outras meninas. Tínhamos na época belos corpos juvenis. A minha irmã foi com o namorado, aluno do Colégio Militar. Eu, sozinha, já meio “altinha” de algum rum com Coca-Cola, dançava com praticamente todos os rapazes da festa. Alguns esfregavam-se em mim descaradamente, e eu não fazia por menos.


Algumas meninas ficavam apostando umas com as outras se o menino com quem iriam dançar, agarradinhas – dança de salão, bolero, samba-canção etc. –, se esses meninos iriam ficar ou não de pau duro!


Até que, para minha completa surpresa, Paulo dirigiu-se a mim, estacionada num canto, meio isolada, e me chamou para dançar! Não podia recusar, apesar de não saber dançar muito bem, fiquei – tenho que confessar – bastante gratificada pelo fato de eu, apesar de ser uma garota muito gostosa – dezessete aninhos, magra, alta, um rosto expressivo meio que puxando ao sacana, peitos pequenos, mas durinhos sob a leve blusa branca, enfim, uma “gata”, como se dizia – ter sido escolhida, pois havia outras meninas tão ou mais bonitas do que eu. Mais tarde, soube que Paulo me “escolhera” para não ficar em situação de inferioridade perante os outros rapazes, e não ser chamado de viado....)


É claro que Paulo sabia da minha “má fama”. Mas, e daí? Eu sempre fui ousada. Dançamos. Conversamos. Ficamos juntos até o fim da festa. Na saída, enquanto esperávamos o táxi, nos beijamos. Ele passou a mão nos meus peitinhos. Cheguei a tirá-los para fora, desabotoando a fina blusa, e quase obriguei Paulo a chupá-los gostosamente. Apesar de estarmos protegidos pela escuridão da rua, minha irmã e o namorado dela viram tudo! Foi delicioso! Mas, confesso, Paulo foi uma agradável surpresa. Senti tesão por ele, apesar de conhecer sua fama de bicha. Para encurtar a história, ali mesmo começamos a namorar. A “piranha” e o “viado”...


Porém, eu e Paulo ainda não tínhamos transado, apesar de já termos várias semanas de namoro. Apenas tirávamos sarros, trocávamos carícias, dávamos ardentes beijos. Ele se comportava como autêntico heterossexual. Para falar a verdade, me apaixonei pelo cara, apesar – ou por causa disso mesmo – de sabê-lo “viado”. Mas ele tinha que demonstrar sua “macheza” na prática: foder comigo.


Um belo dia, em que minha família não estava em casa, convidei-o para vir ter comigo. Paulo estava visivelmente nervoso. Como seria seu desempenho? Seu pau iria ficar duro? Ele gozaria comigo? Eu gozaria?


Paulo chegou por volta de umas três horas da tarde. Fazia calor. A casa, vazia. Eu vestia um short jeans curtíssimo e um top, que me destacava os seios. Estava muito bem maquiada, bonita mesmo, mas, pra fala a verdade, não perdi a cara de “piranha”, meio safada, e um jeito típico de menina do subúrbio.


Recebi-o com entusiasmo e ele me deu um tímido beijo, apenas encostando os lábios em minha boca. Eu estava bem descontraída, muito falante, botei logo um LP para tocar na vitrola. Afinal, eu já tinha muita experiência, ao passo que Paulo... Nas minhas “brincadeiras” com garotos, eu chupava as picas deles, batia punhetas, e deixava alguns comerem minha bunda, ou seja, eu era a “galinha” da turma. Muitas vezes, nessas transas, o pau de alguns deles nem subia, mas ficavam roçando em mim, e eu me masturbava e vertia muita porra. Meu medo era se a pica do meu namorado iria ficar duro para me comer...


Bebemos uns refris, enquanto conversávamos sobre coisas banais, sentados no sofá da sala. Durante todo o nosso namoro, nunca mencionei o fato de ele ser” viado”, mas ele sabia que eu sabia.


Para criar um “clima”, eu, pretextando calor, tirei o top, ficando com os peitinhos de fora. Não satisfeita com isso, debrucei no parapeito da janela da sala, que estava aberta, e postei-me de frente para a rua. Essa atitude ousada parece ter animado Paulo. Acho que ele começou a sentir tesão ao ver que eu estava me expondo aos olhares das pessoas que passavam na calçada lá embaixo – morávamos num terceiro andar. Seu pau começou a dar sinais de vida – vi que sua bermuda armava... Saber que outros podiam estar vendo os seios desnudos da namorada fez subir a temperatura. Seria já sinal do futuro “corno” em que ele se transformaria?


Ele veio para trás de mim e colou na minha bunda, ainda vestindo a bermuda. O contato com a macia bunda animou um pouco o seu pau. Senti uma ligeira estocada, Paulo começava a ficar disposto, e eu passei a mexer o traseiro na sua pica; virando-se, me deu um beijo de língua e arrastou-me para o meio da sala. Fez com que eu deitasse no tapete e despiu a bermuda e a cueca. Agachando-se, me ajudou a tirar o short. Eu desci minha calcinha preta – uma fio-dental que me deixava com mais da metade da bunda descoberta – e Paulo fez surgir seu membro a meia bomba. Beijamo-nos novamente, e eu comecei os trabalhos. Primeiro, peguei seu pau e fez alguns movimentos ritmados, para cima e para baixo, fazendo com que ele crescesse e ficasse duro o suficiente para me penetrar. Virei-me de frente para ele no tapete e, sem qualquer outra preliminar, foi enfiando sua vara (que não era muito grande, mas tinha uma cabeçorra) na minha boceta peludinha. (Naquele tempo, não era comum as mulheres se depilarem na região genital.) Pouquíssimos minutos depois, Paulo descarregou no interior da minha vagina. Eu não lembro se eu gozei neste papai-mamãe. Provavelmente, não. Mas eu pude respirar aliviada da minha angústia: ele ficara de pau duro, não broxara, havia finalmente conseguido superar o medo de comer uma mulher! Assim, surpreendentemente, nossa primeira transa significou muito pouco em termos de prazer sexual. No decorrer de nossa futura vida de casados, nossas relações sexuais foram melhorando muito, Paulo foi ganhando mais experiência e, principalmente, não pairava mais o fantasma de ele broxar ou não conseguir me excitar. Mas aquela primeira vez foi meio decepcionante – sobretudo para mim. O fato é que, pouco depois de transarmos, Paulo despediu-se com um beijo e foi-se embora. Continuamos o namoro por mais alguns meses, até casarmos, e tenho certeza de que, durante esse tempo, Paulo saía com outros caras. E eu o traía, sempre que podia.


Durante as primeiras semanas de casados, portei-me muito bem, nem parecia a vadia que de fato eu era. Cumpria direitinho o meu papel de dona de casa e esposa amantíssima. Porém, pouco tempo depois, comecei a fazer “programas”...


Hoje, Paulo é um “corno” conformado. Até escolhe na rua e nos bares homens para transar comigo. E quando eles topam, fodem com ele também. Mas, que fazer?











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