A minha vida de fêmea - Cap. VI

  • Temas: gay, transsexual, lesbica, bissexual, prisao, humilhacao
  • Publicado em: 07/04/26
  • Leituras: 2829
  • Autoria: jcb0909
  • ver comentários
Private Muse

CAPÍTULO VI


Acordei com o Carlos a dar-me palmadas no rabo.

- Acorda, dorminhoca. Já são horas.

Acordei estremunhado. Praticamente não tinha pregado olho naquela noite.

Sentia o meu pénis muito apertado dentro da gaiola de castidade. Provavelmente estava a ter um sonho erótico.

- Que horas são?

- Horas de te levantares.

Tentava ganhar algum tempo para que o Carlos não visse o meu pénis naquele estado, mas de imediato o Carlos puxou o lençol da cama e, para que não me visse naquele estado, virei-me de costas para ele.

Desconfiado, puxou-me pelo ombro na sua direção.

- Porque é que te estás a esconder?

Fiquei novamente de costas para a cama e o Carlos pode observar-me demoradamente.

- Então querida, qual é o problema? Não temos que ter vergonha dos nossos corpos. Porque é que estás nesse estado?

- Não sei.

- Estavas a sonhar comigo? - Perguntou, sorridente.

- Não sei, já disse.

O Carlos não insistiu mais. Levantei-me, lavei-me e fomos tomar o pequeno almoço.

Sempre que se aproximava de mim apalpava-me uma nádega.

Antes de ir para o meu trabalho prisional aproximei-me e dei-lhe um beijo.

O Carlos segurou-me e puxou-me mais contra ele.

Beijou-me demoradamente enquanto metia a mão por baixo das minhas calças e acariciava novamente os meus pelos públicos.

Quando finalmente parou fez uma exclamação que me deixou intrigado:

- Tenho uma coisa para ti.

Pôs a mão no bolso e retirou um colar com uma chave presa.

Colocou-me lentamente o colar no pescoço, à medida que me beijava novamente.

- O que é isto? - Perguntei, admirado.

- Quando chegar a hora vais saber.

Não estava a perceber nada do que se estava a passar, mas fiquei intrigado.

- Agora vai. Tenho uma surpresa para ti quando chegares.

- O quê? - Perguntei, desconfiado.

- Se te contasse deixava de ser surpresa, não é?

Deu-me novo beijo na boca, voltou costas e foi-se embora, sorridente.

Fiquei uns segundos a pensar no que se estava a passar.

Aquela chave parecia ser do cadeado da minha jaula de castidade.

Porque é que me deu a chave? Será que a posso tirar?

Nisto tocou a campainha para a entrada e eu ainda estava na cela.

Fui a correr até ao pavilhão de atividades, onde estava o guarda Ramalho à porta.

- Então Cinderela, porque é que chegaste atrasada?

- Foi só um minuto.

- Da próxima vez pagas o minuto com um broche, não sei se estás a perceber…

Estes tipos estavam cada vez mais insuportáveis.

Assim que pude fui à casa de banho para tirar a jaula de castidade.

À medida que tirava o fio do pescoço, pensava no que o Carlos quereria em troca, mas isso era assunto para me preocupar mais tarde.

Agora só me queria ver livre daquilo.

O chão quase desabou sob os meus pés quando verifiquei que aquela chave não abria o cadeado da minha jaula de castidade.

Experimentei uma e outra vez, mas nada.

Algumas lágrimas escorreram-me pelos olhos. Aquilo estava a tornar-se num pesadelo com vários capítulos, que nunca mais chegava ao fim.

Grande parvalhão, aquele Carlos!

Resignei-me, voltei a pôr o fio e regressei ao trabalho.

Mas que chave seria aquela?

A meio da tarde o guarda Ramalho veio ter comigo.

- Ó Cinderela, arruma as tuas coisas para ires embora. Está aqui uma pessoa para te levar ao posto médico.

- O que é que vou fazer ao posto médico?

- Fazes o que te mandam e mais nada. Agora despacha-te.

Arrumei as coisas e dirigi-me à porta de saída, onde me esperavam o guarda Ramalho e uma mulher que não conhecia.

- Olá, sou a Rita. - Apresentou-se a mulher, exibindo um leve sorriso.

- Olá. O que vamos fazer ao posto médico? - Perguntei, desconfiado.

- Falamos lá. Vamos. - Disse, à medida que se dirigia à porta de saída.

Era uma morena de altura mediana, ligeiramente cheinha. Tinha uns lindos olhos verdes, peitos generosos e uma anca muito sensual, cujos contornos eram expostos através das leggings que vestia.

Eu seguia atrás dela, hipnotizado pelo delicioso movimento daquelas nádegas à minha frente.

E mais uma vez o meu pénis queria explodir dentro daquela jaula de castidade, o que me provocava alguma dor. Eu bem tentava desviar a tensão sentida no pénis para qualquer outro local, mas sem sucesso.

Entrámos para uma divisão que em nada se parecia com um posto médico.

Tinha alguns armários, uma marquesa, uma secretária e algumas cadeiras apenas.

A primeira coisa que a Rita fez foi trancar a porta.

- Assim estamos mais à vontade. - Disse com a sua voz doce.

- O que se passa? - perguntei, desconfiado.

- Foi o Carlos que mandou. - Disse, enquanto procurava qualquer coisa no telemóvel.

Virou o telemóvel para mim e mostrou-me uma fotografia.

- O Carlos quer que fiques assim.

Estava incrédulo. Era a fotografia de um homem com uma jaula de castidade, todo depilado, e maquilhado como uma mulher.

- O que é isso?

- É uma sissy. Acho que estás a perceber o que é…

- Nem penses. Não vou deixar. – Disse, indignado.

- Olha, tu é que sabes… O Carlos não vai gostar.

O Carlos, o Carlos, sempre o Carlos.

Levei as mãos à cabeça enquanto exclamava repetidamente: Isto não me está a acontecer.

A Rita aproximou-se de mim e pôs a mão no meu ombro. De seguida puxou-me docemente pelo pescoço e abraçou-me.

- Vá, sabes que não podemos contrariar o Carlos. Vá lá… - Sussurrou-me ao ouvido.

Eu sabia… Realmente sabia.

- Há outra coisa. Tens de me pagar o serviço.

- O quê!? Como?

- Em sexo. Comigo.

- Então não sabes da jaula de castidade?

- Sei, mas há sexo para lá da penetração.

- O que queres dizer com isso?

- Uma coisa de cada vez. Vá, despe-te e deita-te na marquesa. Vamos começar.

Respirei fundo algumas vezes, e finalmente me despi e dirigi-me à marquesa.

- As cuecas também.

- Porquê?

- Porque tenho que te depilar aí também. Deita-te de costas.

Acabei por tirar as cuecas também, embora estivesse muito constrangido, não pelo fato de estar nu perante a Rita, mas por ter aquela estúpida jaula de castidade.

- Ah… és pouco peluda! Isto assim é muito mais fácil.

- Peludo, corrigi.

- O Carlos disse para te tratar por Joana, tens de te habituar.

- O Carlos não está aqui.

- Tens a certeza disso? Eu não tinha…

Será que o Carlos estava ali escondido? Ou a ver? Bom, vindo dele não me admirava nada.

A Rita pegou na depiladora e começou o serviço, o que me fez dar um grito de dor.

- Não sejas piegas. - disse a sorrir - Relaxa.

- Piegas? Isso dói muito.

- Eu também me depilo e não faço essa fita toda, disse, sorrindo ainda mais. Vais ficar linda!

- Eu não quero ficar linda.

- Tens de aceitar a nova condição. Não adianta lutar contra isso. Aceita de uma vez. Vais ver, vais ficar uma sissy linda.

A Rita ia fazendo o seu trabalho, por entre os meus gritos, que a obrigavam a parar de vez em quando.

Depois de depilar as pernas da parte da frente disse-me que me voltasse ao contrário e fez o mesmo na parte de trás.

- Vira-te outra vez ao contrário. Vamos tratar agora dos pelos púbicos. O Carlos quer um triângulo em cima do teu clitty.

- O meu quê?

- O teu clitóris…

Dentro da jaula de castidade é isso que parece ser, pensei, tristemente.

- Vou usar creme de barbear e lâmina aqui. Não te mexas para não te cortar.

A Rita era muito cuidadosa. Ia rapando os pelos com cuidado, desviando a jaula de castidade para um lado e para o outro para ficar perfeito.

O toque doce das suas mãos provocava-me arrepios, mas procurava-me abstrair desse fato para o meu pénis não ficar ereto, o que me provocava desconforto e até dor.

- Agora põe-te de quatro e afasta bem as pernas, para rapar bem os pelos à volta da tua vagina.

Aquela situação já era suficientemente constrangedora, por expor a minha jaula de castidade e o ânus daquela maneira.

Mas de repente ganhei um clitóris e uma vagina, e tenho de aceitar, embora não saiba muito bem como o posso fazer.

O toque da Rita naquela zona, entre os testículos e o ânus, provocou-me nova e forte ereção, que me fez soltar um gemido de prazer e dor.

A Rita apercebeu-se imediatamente do que estava a acontecer.

- Calma. Procura desviar a atenção para a entrada da tua cona e esquece o clitty. Com a prática vais sentir prazer vindo das entranhas, e com menos ereções.

Por momentos enregelei. Como é que a Rita sabe isso? Será que é um homem como eu?

O choque fez-me perder alguma ereção e tentei manter esse estado, ficando a imaginar que a Rita era de fato um homem.

- Já está. Estás linda. Vamos à parte de cima. Aqui vai ser muito mais fácil. Quase não tens pelos. Senta-te.

Sentei-me.

Fiquei ali a mirar atentamente a Rita, à procura de traços masculinos, mas a verdade é que não encontrei.

E tinha aqueles olhos deliciosos. Não queria acreditar que pudesse ser um homem, mas estava convencido disso.

Naquele momento tive por certo que o Carlos me tinha entregue à Rita para esta me tirar a virgindade do ânus.

Esse pensamento deixou-me ainda mais ansioso.

- Qual é a tua história com o Carlos? - perguntei, tentando perceber o contexto em que nos encontrávamos naquele momento.

O doce olhar da Rita tornou-se sério quando me respondeu.

- O Carlos é meu cunhado.

- Cunhado!? - Balbuciei, incrédulo - Mas cunhado como?

- Como qualquer cunhado, irmão do meu marido.

Estava a tentar processar aquela informação, e antes que pudesse dizer alguma coisa, a Rita continuou, enquanto me ia depilando os poucos pelos do peito:

- Morreu há um ano, de acidente.

- Mas… e como é que entras nesta história?

- Cala-te e vira-te ao contrário. - Disse em tom severo.

Obedeci. No fundo acabei por ficar aliviado por perceber que afinal a Rita era mesmo uma mulher.

O desconforto que esta conversa lhe provocou era evidente. O manuseio da depiladora tornou-se mais brusco e a sua respiração tornou-se mais ofegante.

Quando finalmente desligou a depiladora, passou-me as mãos suavemente pelas costas e braços durante alguns minutos.

Era uma sensação muito agradável. Embora estivesse desconfiado, resolvi abstrair-me dos meus pensamentos e simplesmente apreciar o momento.

- Bom – Disse, finalmente. - Vamos às axilas. Desta vez fazemos com lâmina de barbear, mas da próxima vai ser com cera. Vá, deita-te de costas e põe as mãos atrás da cabeça.

Mais uma vez obedeci.

Ao virar-me fitei a Rita e pareceu-me estar recomposta da conversa anterior. Os seus olhos doces tinham voltado.

À medida que passava espuma de barbear ia dizendo, docemente:

- Não te mexas agora, para eu não te magoar.

Agora mais relaxado, podia observar os contornos dos seus seios através da fina camisola que vestia. Embora usasse soutien, vislumbravam-se os contornos dos seus mamilos, que pareciam eretos, levando-me a imaginar como de fato seriam.

Soltei mais um gemido, de prazer e dor, com o meu pénis a querer livrar-se daquela jaula de castidade.

A Rita deixou transparecer um ligeiro sorriso, percebendo o que se estava a passar.

No entanto, continuou impávida e serena na sua missão, até me deixar completamente depilado.

- Já está. Estás linda! Agora vamos passar um creme hidratante. Levanta-te.

Assim fiz. Os minutos que se seguiram foram maravilhosos. Aquelas mãos macias da Rita a passar-me creme ao longo de todo o meu corpo, provocavam-me sensações indescritíveis de prazer.

A minha respiração tornara-se ofegante, e os gemidos de prazer/dor cada vez mais frequentes.

Tentava a todo o custo arranjar forma de perder a ereção. Em vão…

Quando terminou, com a sua cara quase colada à minha, disse:

- É hora de pagares o serviço.

- Como? - Perguntei, desconfiado.

- Com sexo, já disse. - Respondeu, já ofegante, com os seus lábios quase colados aos meus.

- O que é que o Carlos pensa disso?

- Faz parte do acordo.

Antes que pudesse dizer mais qualquer coisa, a Rita começou a beijar-me. Primeiro apenas nos lábios, depois chupando-os à medida que os saboreava com a língua, que rapidamente se dedicou a explorar a minha boca.

O meu pénis quase explodia dentro daquela jaula de castidade, não encontrando estratégia que me permitisse evitá-lo.

Naquele momento não sei se eu gemia mais de prazer ou de dor.

- Espera. - Disse - Eu sou casado.

- E o que é que isso importa aqui? - Respondeu.

- Tens a chave disto? - Perguntei enquanto apontava para a jaula de castidade.

- Não, tens de arranjar outras formas de me satisfazer. - Disse, à medida que empurrava a minha cabeça contra os seus seios.

- Espera…isto está a doer muito.

- Tens de aprender a lidar com isso. Agora toma conta das minhas mamas.

O desconforto era cada vez maior, mas o impulso sexual também. Se por um lado queria acabar com aquilo rapidamente, por outro tentava abstrair-me da dor e concentrar-me no prazer.

A verdade é que não tinha opção, por isso tentei aproveitar o melhor possível a presença daquela mulher voluptuosa.

Num segundo, puxei-lhe a camisola para cima e tirei-lhe o soutien, expondo duas mamas maravilhosas, cujos mamilos estavam mais rígidos que aço.

Comecei a beijar-lhe uma mama. A minha boca deambulava de um lado para o outro, de cima para baixo.

A Rita gemia de prazer.

De tempos a tempos chupava-lhe o mamilo, dando-lhe mordiscadelas ao de leve, provocando instantâneos e fortes gemidos.

Depois trocava de mama e voltava a repetir tudo outra vez.

Os gemidos da Rita, cada vez mais altos e descontrolados, indiciavam que estava à beira do orgasmo, sem que eu lhe tivesse sequer tocado na vulva, que por esta altura devia estar completamente molhada de tanto prazer.

O prazer demonstrado pela Rita só fazia aumentar a minha excitação, e a minha dor, mas ao mesmo tempo apreciava observar as suas reações.

Resolvi assim tentar incrementar as sensações da Rita. à medida que brincava com uma das mamas com a boca, acariciava a outra com uma mão.

Estive alguns minutos naquilo, com beijos e carícias nas mamas, alternados com chupões e mordiscadelas nos seus mamilos.

A Rita gemia descontroladamente, puxando-me a cabeça contra as suas mamas. Estava quase…

Finalmente concentrei-me apenas nos mamilos. Enquanto beijava, chupava e mordiscava um com a boca, dava puxões e apertões com a mão no outro.

A Rita não resistiu mais do que alguns segundos e explodiu a tensão acumulada num orgasmo épico.

Os gemidos transformaram-se em gritos, o seu corpo contorcia-se violentamente, as mãos que antes me puxavam contra ela estacionaram agora sobre os meus ombros, apertando-os vigorosamente ao ritmo dos espasmos.

Não sei quanto tempo demorou aquele orgasmo: a mim pareceram-me horas.

Por esta altura devia ter os meus genitais em ferida, tal o modo como ardiam e a dor que sentia.

Quando, finalmente, a Rita acalmou, puxou os seios para trás para se libertar dos meus estímulos e depois colocou-os novamente juntos à minha cabeça, fazendo-me festas no cabelo, mantendo-se assim até a sua respiração normalizar.

Ao fim de uns minutos a Rita puxou-me novamente para cima e beijou-me intensamente.

- Quero mais. - Disse, deitando-se de costas na marquesa, de pernas fletidas.

Fiquei por uns instantes a mirar aquela mulher linda, a botar tensão sexual por cada poro do seu corpo, que me deixava louco.

Tentava em vão pensar noutras coisas, numa vã tentativa de acabar com a ereção e diminuir a dor que sentia em toda a área genital.

Relaxa, relaxa, relaxa, pensava eu insistentemente, até ser interrompido pela Rita.

- Anda, vem. Preciso de mais!

A pouca ereção que perdi naqueles últimos segundos voltou em dobro após aquelas palavras.

Dirigi-me a ela lentamente, procurando mais uma vez ganhar tempo e relaxar.

Tirei-lhe uma sapatilha, depois a meia, o mais devagar que podia.

Depois passei para o outro pé, ao som da respiração ofegante da Rita.

- Anda, quero sentir a tua língua em mim. - Disse, desesperada.

A cada palavra da Rita a minha ereção aumentava. Sentia as pernas molhadas com o meu líquido seminal a escorrer abundantemente ao longo delas.

Naquele momento desisti de tentar controlar a ereção. Que fosse o que tivesse que ser.

A dor que me era provocada pela jaula de castidade era compensada pelas sensações que sentia com o aperto do pénis.

Talvez pudesse chegar a um orgasmo. - Pensei.

Foquei-me novamente na Rita. Peguei nas suas leggings, ao que imediatamente levantou o rabo, facilitando a sua retirada.

Esperava encontrar uma cueca sensual, mas ao contrário, encontrei uma convencional, enorme, que ia quase até ao umbigo.

Indiferente, a Rita contorcia-se compulsivamente enquanto eu retirava completamente as suas leggings.

Comecei a beijar as suas pernas, junto aos tornozelos e fui subindo muito lentamente, perante gemidos descontrolados - meus e da Rita.

A Rita abria as pernas o mais que podia, abrindo-me uma auto estrada até ao seu centro de prazer, que eu percorria lentamente, muito lentamente.

Quando cheguei à zona dos joelhos, começou, impaciente, a puxar-me pela cabeça na tentativa de me fazer avançar mais depressa.

Ao contrário, eu não tinha pressa nenhuma. Observar o desespero da Rita, aliado ao odor da sua vagina que se fazia sentir de forma cada vez mais intensa, provocava-me níveis de excitação extremos, cuja dor e prazer tentava aprender a controlar, na esperança de atingir um orgasmo que já não acontecia há muito tempo.

De tempos a tempos soltava-se uma breve onda de prazer oriunda das minhas entranhas, deixando a minha respiração tão ofegante como a da Rita.

A minha viagem ao longo das pernas da Rita continuava, estando já muito próximo do ambicionado pote de mel.

O odor era ainda mais intenso, e podia agora sentir o calor tórrido libertado pela sua vagina.

Comecei a imaginar como seria por baixo das cuecas. Estaria depilada? E a cor dos pelos? Como seriam os seus lábios? Estaria completamente molhada? E porque estava tão excitada? Estaria a usar algum tipo de objeto sexual?

Finalmente peguei-lhe nas cuecas e puxei-as de rompante para baixo.

O que se seguiu deixou-me seriamente surpreendido.

Estava incrédulo. Olhei uma e outra vez. A Rita tinha um cinto de castidade!

Ela também!? Mas o que se passa aqui?

- Usa a chave. - Suplicou.

- O quê? - Perguntei a custo, tal a dificuldade que naquele momento tinha em verbalizar o que quer que fosse. Mas do que é que ela está a falar?

- A chave que tens ao pescoço.

Então era para isto. O Carlos tinha planeado tudo. Mas porquê o cinto de castidade? Porquê? Porquê?

- Tira, tira. - Suplicava a Rita, em desespero.

Peguei na chave e, desconfiado, tentei abrir o cadeado. E abriu, para surpresa minha!

Retirei o cadeado e o cinto, deixando a descoberto a vagina maravilhosa da Rita.

Detive-me uns segundos a contemplar aquela magnífica paisagem do Jardim do Éden!

Embora estivesse impecavelmente depilada à volta do cinto de castidade, no seu interior tinha uma cerrada pintelheira castanha, agora esbranquiçada, completamente encharcada pelos seus fluidos vaginais.

- Chupa-me! - Suplicou a Rita enquanto me puxava vigorosamente a cabeça contra a sua vagina, interrompendo a minha breve contemplação das suas partes íntimas.

O cheiro e o sabor da sua vagina escaldante provocaram-me novo pico de excitação, fazendo-me gemer de dor e prazer.

- Fode-me com a língua… Sim… Fundo… Mais fundo… - Suplicava a Rita nos intervalos cada vez mais curtos entre cada gemido.

Eu punha a língua o mais que podia dentro da sua vagina. O cheiro e o calor que exalavam misturava-se com o sabor dos seus fluídos adocicados que escorriam abundantemente.

Fazia um movimento de vaivém que a deixava louca a ela e a mim.

Depois deslocava a língua para o seu clitóris e acariciava-o docemente, à medida que lhe dava suaves chupões, que a deixavam louca.

E repetia tudo uma e outra vez.

A Rita gemia e contorcia-se descontroladamente, e rapidamente atingiu novo orgasmo.

À medida que puxava vigorosamente a cabeça contra a sua vagina ainda mais encharcada, gritava desalmadamente como se a estivessem a esventrar.

Senti novas ondas de prazer com origem nas minhas entranhas, que parecia ser maior sempre que conseguia abstrair da ereção do meu pénis, que se propagava a todo o corpo. Simultaneamente, sentia ténues sensações de prazer na glande, que em vão tentava transformar em orgasmo.

Quando finalmente acalmou, a Rita puxou-me a cabeça até aos seus peitos, ajeitando-a entre elas, e começou novamente a afagar-me o cabelo.

De início ainda tentei fazer não-sei-o-quê na tentativa de ainda conseguir atingir o orgasmo, mas os pequenos espasmos de prazer desapareceram, dando lugar à frustração por não ter conseguido lá chegar.

Ao fim de uns minutos perdi a ereção e limitei-me a ficar ali, a receber festinhas da Rita.

A certa altura, dei-lhe um beijo num dos seus belos seios e subi. Segurei-a levemente pelo rosto e tentei beijá-la na boca.

A Rita desviou instantaneamente a cara e empurrou-me para trás.

- Não. Cheiras muito a vagina. Não quero.

Depois levantou-se e fez-me deitar de costas na marquesa, com as pernas fletidas.

Finalmente colocou-se por cima de mim, com a sua vagina colada à minha boca.

Começou a fazer movimentos circulares à medida que começava novamente a gemer e ordenou:

- Solta a língua.

Assim fiz e comecei novamente a saboreá-la, à medida que sentia o meu pénis a ficar novamente ereto, mas agora com menos intensidade.

Os gemidos da Rita eram agora mais calmos e controlados.

A sua vagina continuava escaldante e rapidamente começaram a escorrer dela os doces fluídos da Rita.

O cheiro era agora mais intenso, e o desejo que tinha em poder explorá-la com o meu pénis aumentava exponencialmente.

À medida que a minha língua deambulava pelo seu vale dos prazeres, sentia os meus testículos e o períneo serem docemente acariciados pelas suas mãos.

Era uma sensação agradável, muito boa mesmo, embora estivesse ciente que daí não adviria um orgasmo, o que de certa forma me deixou mais tranquilo.

- Põe um dedo dentro enquanto chupas. - Ordenou, entre gemidos.

A verdade é que não levei à letra o que Rita disse.

À semelhança do que fazia nos preliminares com a Maria, inseri dois dedos de uma vez na sua vagina, até ao fundo, que a fez dar um grito de dor.

- Assim não, está a doer, está a doer…

Espantado, retirei imediatamente os dedos.

-O que se passa?

- Põe só um… Devagarinho…

Assim fiz. Introduzi o dedo médio aos poucos, num lento movimento de vaivém à medida que a minha língua acariciava o seu clitóris.

A Rita mantinha-se imóvel, com a vagina super contraída, que foi relaxando lentamente.

Ao fim de pouco tempo regressaram os gemidos, agora muito mais controlados. O seu corpo estava agora imóvel, apenas recebendo o prazer que o meu dedo e língua lhe proporcionavam, à medida que me continuava a acariciar.

Enquanto o primeiro sexo foi absolutamente selvagem, este era muito mais tranquilo e carinhoso.

No entanto, à medida que se aproximava novo orgasmo, os gemidos tornaram-se um pouco mais altos, embora continuasse imóvel. As suas carícias tornaram-se também mais incisivas, o que me fez aumentar novamente o grau de excitação.

Neste momento, o aperto do pénis dentro da jaula de castidade apenas provocava desconforto e alguma dor, sem qualquer tipo de prazer associado, como acontecera antes.

Por outro lado, as carícias da Rita satisfaziam-me naquele momento.

E foi neste contexto em que nos encontrávamos, uma espécie de excitação zen, que a Rita irrompeu em novo orgasmo.

Com gemidos agora muito mais serenos, a Rita permaneceu praticamente imóvel, com pequenos movimentos resultantes de contrações vaginais, que me apertavam o dedo com vigor.

Mal terminou deu a volta sobre mim e passou com o seu braço pela minha boca toda lambuzada.

De seguida, deu-me um beijo na boca, ao de leve, e deitou-se sobre o meu ombro, com uma mão em cima do meu mamilo, que a espaços acariciava docemente.

Por algum motivo aquelas carícias, que eram muito prazerosas, não me estavam a causar qualquer ereção.

Ficámos assim durante muito tempo, não sei quanto, até que do outro lado bateram à porta.

- Uma hora para terminar.

- Vou lavar-me. - Disse a Rita à medida que se levantava.

Enquanto esperava, revia o filme que tinha acabado de passar. Ainda sentia o cheiro e o sabor da Rita. O cheiro e o sabor do sexo. Desde que cheguei à prisão não passo de um mero objeto sexual, mas desta vez ao menos foi com uma mulher.

Estava nestes pensamentos quando a Rita voltou.

- Vai lavar-te também, para ficares cheirosa.

E fui… Quando voltei estava a Rita a tentar colocar o cinto de castidade.

- Ajuda-me a pôr esta merda outra vez. - Pediu.

- Porque é que tens que por o cinto? - Perguntei, enquanto a ajudava a pôr o cinto novamente.

- Não me apetece falar disso.

- Há quanto tempo não tinhas um orgasmo?

A Rita olhou-me brevemente nos olhos. Depois respirou fundo e baixou o olhar.

- Um ano.

- Desde a morte do teu marido?

- Sim.

- O Carlos obrigou-te a usar o cinto?

- Sim.

- Mas qual é o problema dele?

- Ele disse que após a morte do irmão, em respeito à memória dele, não iria voltar a ter outro homem. E pôs-me isto…

- E porque é que estás hoje comigo?

- Joana, tu não és homem.

De repente fiquei sem palavras. Aos olhos do Carlos não sou homem. E aos da Rita parece que também não. Depois prosseguiu:

- Ele não se importa que as suas mulheres façam sexo com outras mulheres. Um dia tentou convencer a Rute a fazer sexo comigo, mas ela não quis. Nem eu. Mas aquele gajo tem uma tara qualquer com o sexo que as pessoas podem ou não fazer e então vai fazendo estes joguinhos.

- Mas tu podes simplesmente desaparecer.

- Não. Não posso. Ninguém foge ao Carlos. E ninguém o contraria. Já devias ter percebido isso.

- Ele vai ver se tens o cinto posto?

- Não. Parece que a Rute não deixa. Então manda-a a ela verificar. Ainda não a conheceste?

- Não.

- Hás de a conhecer. E a tua mulher também…

- O que estás para aí a dizer!?

- Esquece. Se calhar estou a exagerar. Agora tenho que te arranjar o cabelo e fazer a maquilhagem. Senta-te quieto… quieta.

- Maquilhagem!?

- Senta-te e cala-te.

Maquilhagem? Isto era absolutamente humilhante! Como ia andar por ali maquilhado?

- Mas tem mesmo que ser?

- Sabes bem que sim…

Sentei-me resignado, enquanto a Rita me lavava o cabelo para depois fazer o penteado. De seguida esborratou-me com aquelas coisas todas.

Quando finalmente acabou foi buscar um espelho para me mostrar a sua obra.

- Não, não me quero ver assim.

- Vá lá. Estás gira. Vê.

- Não quero, já disse.

- Olha, não sou psicóloga, mas falo por experiência. Quanto mais depressa aceitares a situação, melhor para ti.

Mais uma vez suspirei, resignado.

Olhei para o espelho e não me vi. Parecia realmente uma mulher. Desviei rapidamente o olhar.

- Bom, vamos embora. – Disse, cabisbaixo.

A Rita segurou-me docemente nas duas faces e deu-me novo beijo na boca.

- Gostei realmente de estar contigo. Se houver próxima vez vou ver se te posso ajudar a chegar ao orgasmo.

Virou costas e saiu, enquanto dava uma última instrução:

- Entrega a chave do cadeado ao Carlos.

Fiquei ali uns minutos a pensar no que se tinha passado.

Estava ainda a tentar assimilar a ideia de ser a mulher do Carlos, quando afinal ele quer que eu seja mesmo uma mulher. E eu tinha visto uma mulher ao espelho…

- Vamos embora. - Bradou o guarda Ramalho do outro lado da porta.

Quando saí olhou-me fixamente. Não disse uma única palavra.

A forma como me olhava era diferente. Toda a sua postura era diferente.

Agora olhava-me com desejo. Ao contrário do que era habitual, desta vez não caminhou ao meu lado à medida que dizia disparates.

Deixou-se ficar para trás, de tal modo que me virei para ver o que se passava. Estava hipnotizado a olhar para o meu rabo.

Ao se aperceber de que eu tinha reparado tentou disfarçar.

- Vamos, vamos, não tenho o dia todo.

E seguiu todo o caminho atrás de mim.


Comentários: