A minha vida de fêmea - Cap. II
- Temas: prisão, humilhação, sexo não consentido, gay, bissexual, lésbica
- Publicado em: 18/03/26
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- Autoria: jcb0909
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CAPÍTULO II
O guarda Pires levou-me do balneário e conduziu-me a uma outra sala.
Eu tentava caminhar o mais devagar possível, tentando protelar o mais que conseguia a ida para junto dos outros.
Comecei a pensar no que o guarda Ramalho havia dito - eu é que escolhia o tipo!?
Que raio de gente é esta?
Finalmente chegámos ao fim do corredor e entrámos na porta à direita.
Era um salão não muito grande, de paredes brancas e praticamente despidas.
Havia um póster aqui e ali para quebrar o eco e uma série de cadeiras colocadas em fila, ocupadas por reclusos.
Estes calaram-se quando entrámos, fixando-me atentamente.
Enquanto passava por eles tentava recordar-me se seriam os que estavam na ala VIP mas não conseguia.
Ao fundo estava uma mesa retangular com um recluso sentado ao meio e outros dois dois de pé, um de cada lado.
Também não os reconheci mas presumo que fossem os meus pretendentes.
Ambos eram de estatura média, bem constituídos. Usavam barba curta. As semelhanças acabavam aqui.
Um deles tinha cabelo castanho claro, olhos azulados enquanto que o outro tinha olhos e cabelos castanhos escuros.
O dos olhos azuis era bem parecido. Tinha ares de executivo.
Já o outro tinha feições rudes e um olhar penetrante, que me deixava com arrepios na coluna.
O guarda Pires deixou-me junto à mesa e saiu da sala.
O recluso sentado ao meio da mesa começou a falar:
- Como te chamas?
- Mário. - respondi.
- Mário, eu sou o Júlio e estamos aqui hoje porque os nossos companheiros Carlos e José te querem. - enquanto apontava para cada um deles.
O Carlos era o dos olhos azuis e fitava-me fixamente com um leve sorriso enigmático mas delicado.
Já o José era mais do tipo brutamontes, olhava-me como se me quisesse possuir ali mesmo.
O Júlio prosseguiu:
- Nós aqui não somos bígamos, por isso não podes ser dos dois. São as nossas regras.
Eu estava mais uma vez incrédulo com o que ouvia. Isto era simplesmente surreal! E assustador!
- Portanto - continuou - escolhe o que quiseres.
- Eu não escolho nada. - gritei - Deixem-me sair daqui.
- És livre para sair. - Disse o Júlio calmamente, prosseguindo - enquanto não fores de ninguém podes ir para a ala 13.
- Vá lá, pá - disse um dos reclusos ao fundo - deixa-te de te armar em esquisito e escolhe um. Olha que na ala 13 até ficas com calos no cú.
Risada geral.
Aqueles tipos não se cansavam de me humilhar.
Os meus “pretendentes” olhavam-me com olhos esbugalhados.
O Júlio aproximou-se de mim e colocou-me uma venda nos olhos, enquanto explicava:
- Vou trazer para aqui cada um dos teus pretendentes. Vais cheirá-los e apalpá-los e depois escolhes o que gostares mais. Ficas com quem quiseres. É justo não é?
Logo de seguida senti alguém muito próximo. Fiquei paralisado, completamente imóvel.
- Vá, começa! - ordenou o Júlio.
Naquele momento só queria escolher o Carlos. O José aterrorizava-me!
Vendado, comecei por apalpar a cara, procurando percecionar detalhes que os pudessem identificar. No entanto era uma tarefa quase impossível porque a bom rigor não conhecia detalhe de um e outro que me permitisse diferenciá-los.
Sentia a sua respiração ofegante à medida que explorava a sua face com o tacto. A pele parecia-me macia, a barba rija. De seguida passei para o cabelo que era curto e macio.
- Explora mais para baixo. - disse o Júlio.
Sabia onde aquilo ia acabar mas já estava emocionalmente exausto e obedeci, pura e simplesmente.
Percorri os ombros, depois desci pelos braços. Não pareciam especialmente musculados.
- Apalpa-lhe o caralho, para veres se gostas. - ordenou novamente o Júlio.
Escutaram-se novamente umas risotas.
Uma das mãos desceu finalmente até ao seu pénis que se encontrava ereto. Podia sentir as contrações daquele órgão a querer sair para fora das calças.
Depois retirei a mão e dei um passo atrás, enquanto me escorriam umas lágrimas pela face abaixo.
- Muito bem. - Disse o Júlio - Agora o outro.
Senti o outro indivíduo perto de mim, e repeti todo o procedimento, à medida que tentava descortinar detalhes que me permitissem identificar cada um deles.
A verdade é que não conseguia. Tudo me parecia igual.
A maior diferença foi quando toquei o seu pénis. Penso que se encontrava semi-ereto e não sentia contrações.
Fiquei uns segundos a pensar naquilo quando o Júlio disse:
- Pronto, já está. Queres o primeiro ou o segundo?
A primeira reação foi de escolher o segundo, que parecia não ter tanta fome de sexo, ou então o seu pénis seria mais pequeno e não me ia magoar tanto.
Mas seria o Carlos? E se o Carlos for o primeiro?
Isto são muitos dilemas para um dia só!
- O... Segundo - disse.
- Podes destapar a noiva - ouvi ao Júlio.
Alguém me tirou a venda. Era o Carlos com sorriso de orelha a orelha.
Acho que estava a tentar esboçar algum sinal de alívio quando ele me beijou na boca.
Instintivamente cheguei-me para trás e passei com o antebraço pelos lábios.
O Carlos sussurrou-me de imediato ao ouvido:
- Não voltas a fazer isso. Se eu te dou um beijo ficas com ele e pronto. Ponto final. Percebeste?
Acenei com a cabeça, após o que ele me beijou novamente.
Desta vez fiquei imóvel, aterrorizado.
- A partir de hoje - disse, dirigindo-se aos presentes - esta é a minha fémea. Quem se mete com ela mete-se comigo.
Os outros aplaudiram.
- Felicidades para o casal - ouvia-se, por entre risotas.
- Tu és nova aqui - disse o Carlos, continuando - esta é a sala de convívio, e costumamos ficar por aqui até mais tarde.
Mas agora ela fala-me como se fosse uma mulher!? O alívio que senti quando soube que era o Carlos desvaneceu-se. Estava à beira de um ataque de nervos.
- Deu-me uma apalpadela no rabo e disse:
- Anda, vamos para o nosso quarto.
Depois segurou-me a mão e puxou-me.
Voltámos para trás e fomos para a cela do Carlos, quer dizer, para a nossa cela, acho…
- Despe-te, vamos tomar um banho relaxante.
- Mas acabei de tomar banho.
- Tomas outro. Enquanto tomamos banho ficamos a conhecer-nos melhor..
- Mas, mas…
- Chiuuuu, querida... - Sussurrou-me ao ouvido enquanto começava a desapertar-me os botões da camisa.
O Carlos parecia muito calmo, agia com tranquilidade. Desapertou os botões calmamente, um a um, até abrir a camisa por completo, tirando-ma de seguida.
- Que lindos bicos tens. - Disse enquanto me passava com a mão por um mamilo, dando-lhe uma apertadela, que me fez estremecer.
Depois desapertou pachorrentamente os botões das calças.
Puxou-me os sapatos e de seguida as calças, deixando-me de cuecas.
Naquele momento tudo o que conseguia fazer era ficar imóvel.
Finalmente tentou tirar-me as cuecas, o que fez com que, instintivamente, tentasse evitar.
- Tens de perceber que as minhas vontades são ordens para ti. Não voltes a fazer isso, querida. - disse, em tom severo.
De seguida tirou-me as cuecas, sem qualquer tipo de resistência da minha parte.
Estava novamente nu. Como quem não quer a coisa, deslizei os braços para a frente, encobrindo ligeiramente o meu pénis.
Ele sorriu.
- Agora és tu a despir-me, querida.
Enquanto desapertava o mais lentamente possível cada botão o Carlos ia dizendo:
- Há muito que esperava por este momento. Não sabes como estou feliz, querida.
Botão após botão, a camisa ia-se abrindo e desvendando o corpo daquele homem.
O Carlos tinha a pele bastante clara e praticamente não tinha pelos.
Após ter tirado a camisa passei para as calças, onde se percebia um pénis completamente ereto a querer saltar dali para fora.
Nada tinha a ver com o que apalpara há uns minutos atrás.
Depois de ter tirado os sapatos e as calças e de o ter deixado Carlos apenas em cuecas, fiquei paralisado.
Estas encontravam-se encharcadas em líquido seminal.
Estava novamente à beira de uma crise de nervos e perdi completamente a consciência do tempo.
Voltei a mim quando o Carlos me sussurrou novamente ao ouvido:
- Vamos querida, não tenhas vergonha dos nossos corpos. Temos de os conhecer mutuamente para eles se poderem ajustar e libertarem a energia sexual. Agora continua.
Finalmente ganhei coragem e tirei-lhe as cuecas, descobrindo aquele enorme pénis ereto, todo lambuzado.
O Carlos pegou-me pela mão e levou-me para a casa de banho, onde abriu o chuveiro e me puxou com ele para dentro da banheira.
Pegou num sabonete, colocou-se por trás de mim, e começou a lavar-me.
Iniciou pelos ombros e pescoço. Ia percorrendo cada centímetro do meu corpo como se me estivesse a fazer uma massagem.
Lentamente, foi baixando, passando para as costas e depois as nádegas.
Nesse momento contraí-me instintivamente, unindo as pernas o mais que pude.
- Chhiuuu… - Disse baixinho - Relaxa.
O Carlos deteve-se naquela zona por uns minutos, embora eu não quisesse nem conseguisse relaxar.
- Afasta as pernas - ordenou.
Obedeci.
As mãos continuavam a percorrer as nádegas em círculo, até que de dirigiram mais para dentro e me tocaram o ânus.
Estremeci, ao mesmo tempo que soltei um breve gemido e, instintivamente, juntei novamente as pernas.
Para minha surpresa o Carlos ignorou a minha reação e continuou a ensaboar-me até aos pés. Depois levantou-se e virou-me de frente para ele.
Olhou-me fixamente nos olhos, o que me fez desviar o olhar de imediato, assustado e envergonhado.
Indiferente, o Carlos continuou a lavar-me, começando pela face, e descendo lentamente para o peito e abdómen.
À medida que se aproximava da minha área genital reduzia ainda mais o ritmo com que o fazia, detendo-se nos meus pelos púbicos, enquanto eu cerrava as pernas tanto quanto podia.
- Não precisas ter medo - disse - só quero o teu bem, querida.
Para nova surpresa minha, prosseguiu a lavagem pernas abaixo sem me tocar nos órgãos genitais.
Suspirei de alívio.
Quando chegou aos pés levantou-se e fitou-me novamente. Aquele olhar penetrante perturbava-me e virei a cara.
- Deixa-me ver melhor os teus olhos - disse, enquanto que com a mão me fez virar a cara para ele - Os casais olham-se olhos nos olhos, não é?
Ficámos ali uns instantes a olhar um para o outro, embora eu tentasse olhar para o infinito, evitando olhá-lo fixamente como ele fazia comigo.
Sentia as batidas do seu pénis no meu corpo, deixando-me constrangido.
- É a tua vez - disse, colocando-me o sabonete nas mãos.
A primeira reação foi vociferar qualquer tipo de protesto, mas de imediato me dei conta que não o podia fazer.
Mais uma vez obedeci.
Comecei a espalhar o sabonete pelo seu corpo. Fazia-o de forma rápida, desejando terminar o mais rápido possível, começando pelo peito até ao abdómen.
Depois ajoelhei-me e, tal como ele, passei para as pernas sem tocar o seu pénis ereto, mas interrompeu-me de imediato.
- Então, querida, tens de lavar tudo como deve ser. Além disso, é uma forma de conheceres melhor o meu corpo - disse meigamente.
Suspirei.
Ensaboei uma mão e espalhei ao de leve o sabonete no pénis dele, procurando não olhar para ele.
Nunca tinha tocado num pénis que não fosse o meu!
Mas o Carlos parecia conseguir ler os meus pensamentos, os meus sentimentos…
- Olha para ele. Pega nele com as duas mãos - ordenou.
A medo, peguei naquele pénis irrequieto. Era mais pesado do que estava à espera. Em bom rigor nunca tinha pensado no assunto.
À medida que passava o sabonete e lhe acariciava o pénis, apercebi-me que o Carlos ia ficando com a respiração cada vez mais ofegante, o que me fez largar aquele órgão e passar para os testículos, abandonando aquele pénis que não parava de saltar mesmo à minha frente.
Depois lavei rapidamente as pernas e levantei-me, na esperança que o Carlos acalmasse.
- Isso, querida, estás muito bem - disse enquanto se virava - lava-me agora por trás devagarinho. Começa pelos braços.
De costas, o Carlos estava bem debaixo do chuveiro. Levantou os braços e apoiou-se com eles na parede.
Para lhe lavar os braços tive de me encostar a ele, que fez com que soltasse um suspiro.
Encontrava-me também todo esticado, afastando o meu pénis flácido o mais que podia, enquanto ensaboava lentamente os seus braços.
Aquela posição era desconfortável e aos poucos fui descendo, passando para os ombros e depois os sovacos.
- Isso, querida, vais muito bem. Continua. - disse no meio de outro suspiro.
Quando cheguei às nádegas saltei rapidamente para as coxas, mas o Carlos pegou-me numa mão e puxou-a para cima.
Resignado, ensaboei-lhe lentamente as nádegas durante algum tempo até que se virou e disse:
- Pronto, vamos sair. Enquanto eu preparo a nossa cama vai rapar a barba.
- O quê!? - Perguntei, surpreendido. - Eu uso barba desde os 20 anos.
- Faz o que te digo. Não gosto de fémeas de barba. Tens 10 minutos. Depois vem ter comigo à cama. Ah! É verdade. Por falar nisso… O teu nome agora é Joana.
Voltou-me as costas e saiu, não abrindo espaço para qualquer tipo de argumentação da minha parte.
Mais uma vez acabei a fazer o que ele queria.
Quando acabei fiquei ali a olhar para o espelho durante nem sei quanto tempo. Ficava muito diferente sem barba, parecia que não me conhecia.
Estava com um aspeto de menino, o que naquele contexto não me agradava.
- Nove minutos - Gritou o Carlos lá de dentro.
Voltei a vestir-me e fui ter com ele à cama.
Pela primeira vez via o quarto, com duas camas, duas mesinhas de cabeceira, uma televisão, um roupeiro…
- Estás vestida porquê? - Perguntou e, antes que pudesse responder continuou - Despe-te e vem para aqui.
Nem tive tempo de apreciar o quarto e já me estava a despir, imaginando o que se seguiria. Só esperava que acabasse depressa.
O Carlos estava com o pénis flácido quando cheguei ao quarto mas, à medida que me ia despindo, ia ficando cada vez mais ereto, enquanto ia falando sem parar.
- A temperatura aqui é agradável, e podemos ficar despidos sem ter frio. É importante um casal conhecer bem os seus corpos, não achas? E perceber quando estamos com tesão… Afinal é para isso que há casais, não é? E tens de aprender a trabalhar o meu corpo, a cuidar das minhas necessidades…
Quando me despi completamente ordenou:
- Deita-se aqui ao meu lado, de costas para baixo.
Obedeci, conformado.
Notava que estávamos a desempenhar um papel devidamente planeado pelo Carlos.
- Afasta um pouco as pernas - disse.
Depois pegou-me por baixo dos joelhos e levantou-mos, deixando-me com as pernas entreabertas, com os joelhos levantados e as palmas dos pés no colchão.
- Estás muito bonita sem aquela barba horrorosa - disse, enquanto que me fazia festas numa perna.
Deslizou até ao pé, depois regressou, passando pelo joelho até à virilha. Lentamente voltou ao joelho, descendo novamente, agora pela parte de dentro da perna. Quando chegou à virilha senti as costas da mão do Carlos a roçar nos meus testículos, dirigindo-se depois ao períneo.
Quando senti esse movimento, estiquei instintivamente as pernas e juntei-as tanto quanto pude.
- Calma - disse o Carlos, praticamente em surdina - está tudo bem. Põe-te como estavas.
Levantei novamente os joelhos mantendo as pernas juntas.
- Relaxa, querida, agora afasta as pernas - disse.
- Eu nunca fiz isto antes - respondi, na esperança que o Carlos me pudesse libertar daquela situação.
- Relaxa, está tudo bem - disse o Carlos à medida que com a outra mão me afastava novamente as pernas.
Ficou ali uns momentos a acariciar-me o períneo, quando finalmente a mão subiu pela outra coxa até ao joelho.
Repetiu estes movimentos durante alguns minutos, ao longo dos quais se notava o aumento de intensidade da sua respiração, cada vez mais ofegante.
Olhei, de esguelha para o seu pénis que se encontrava ereto, para meu desespero.
Contrastava com o meu, que parecia ter tomado um banho no mar Ártico.
Enquanto me massageava o períneo, colou-se a mim, enquanto passava o outro braço por baixo da minha cabeça como se me fosse abraçar.
Com essa mão começou a acariciar o meu mamilo. Primeiro passando por ele com a palma da mão, depois com o dedo, que ora lhe dava uns toques de um lado para o outro, ora o apertava.
Para minha surpresa esta era uma sensação agradável, que eu desconhecia, mas que procurava rejeitar a todo o custo.
Nunca me havia passado pela cabeça que aquela era uma zona erógena, que nem eu nem a minha esposa tínhamos explorado.
Aquelas duas mãos, uma no períneo, outra no mamilo, estavam a dar-me sensações realmente boas, fazendo com que o meu pénis ficasse ereto.
Para além do enorme constrangimento sentido, não queria que o Carlos pensasse que aquela ereção significasse qualquer tipo de desejo sexual, o que só pioraria a minha situação.
Tentei libertar-me mas o Carlos não permitiu.
- Fica quieta, querida. O teu corpo está a gostar. Não tens que ficar envergonhada por isso. - dizia o Carlos, nitidamente excitado.
Naquele momento fazia de tudo para perder aquela maldita ereção, mas nada resultava. A estimulação do mamilo parecia ter ligação direta ao pénis, que eu não conseguia cortar naquele momento.
De seguida começou a apertar ao de leve o mamilo com dois dedos, sempre com a outra mão a massagear o períneo, deslocando-se incessantemente entre o escroto e o ânus, sem nunca lhe tocar.
Estava a sentir bastante prazer, embora talvez não fosse o termo certo, na medida em que aquela sensação era indesejada.
Nisto, enquanto me apertava ao de leve um mamilo, começou a beijar-me o outro. Involuntariamente soltei um gemido.
O meu pénis estava tão ereto que causava dor, enquanto eu me debatia por não demonstrar prazer, contendo os gemidos, mas a respiração era tão ofegante que denunciava claramente o que sentia naquele momento.
- Relaxa, relaxa… - dizia durante breves folgas que dava ao meu mamilo.
Por aquela altura o Carlos estava completamente encostado a mim, de tal forma que sentia o seu pénis todo molhado a bater-me na barriga.
A certa altura deixou de beijar e mordiscar o meu mamilo e começou a subir, beijando-me o pescoço por uns momentos, enquanto eu virava a cara para o lado tanto quanto podia.
Embora ainda sentisse o meu pénis ereto, estava ligeiramente mais relaxado, mas muito constrangido com aquela situação.
Entretanto, a sua boca seguiu viagem e dirigiu-se à minha orelha. Começou a explorá-la com a língua, alternando com pequenas mordiscadelas, deixando-me ofegante novamente.
De tempos em tempos mexia o meu peito na tentativa de libertar o mamilo na sua mão mas o Carlos não desistia e insistia uma e outra vez.
Finalmente parou com as carícias e tirou o braço debaixo da minha cabeça e colocou-se praticamente em cima de mim.
Olha para mim - Disse baixinho, virando a minha cara para ele com uma das mãos.
- Já posso ir deitar-me? - perguntei, com poucas esperanças de obter uma resposta afirmativa.
- Tem calma. - respondeu.
De imediato deu-me um beijo na boca, ao que virei a cara instintivamente e esfreguei os lábios na almofada para me limpar.
- Não voltas a fazer isso! - disse em voz alta, irritado.
Virou-me a cara para ele de forma vigorosa, de sobrolho franzido.
- Tu és minha e fazes o que mando, estamos entendidos?
- Sim…
Beijou-me novamente na boca. Uma e outra vez.
Eu mantinha a boca fechada e os lábios o mais juntos possível, enquanto ele me beijava com paixão.
Ele alternava beijos simples com tentativas de chupão aos meus lábios. Por vezes soltava a língua e tentava penetrar a minha boca.
- Joana, estou a esforçar-me por te dar todo o prazer do mundo e o mínimo que posso esperar é que retribuas de alguma maneira. Se beijo a minha mulher, espero que ela me beije com o dobro da paixão. É isso que fazem os casais. Vamos tentar outra vez.
Começou novamente a beijar-me.
Relutante, fui respondendo com pequenos beijos na esperança que ele me libertasse rapidamente. A certa altura chupou-me o lábio interior demoradamente, tendo de seguida introduzido a língua.
A minha boca estava entreaberta mas o Carlos apertou-me as bochechas junto ao maxilar para eu a abrir mais, abrindo caminho à exploração que a sua língua pretendia fazer.
Procurava escapar com a minha língua à dele enquanto ele se entretinha a persegui-la, até que finalmente cedi e a deixei à sua mercê.
- Vês? Não custa nada. Agora beija-me tu - disse por entre um beijo e outro.
Estava-me a ser realmente difícil estar a beijar um homem devido a uma repulsa natural mas também ao constrangimento da situação. Estava realmente envergonhado. E humilhado.
Mas não tinha alternativa e obedeci, beijando-o ativamente enquanto ele se mantinha praticamente imóvel.
Ao fim de muito tempo o Carlos parou de me beijar e disse, suavemente:
- Eu sei que não estás habituada Joana, vamos fazer isto aos poucos, para te habituares. Com o tempo vais aprender a manejar o corpo do teu homem. Aos poucos, está bem?
Nada me ocorria para responder ao que acabara de ouvir mas, mesmo que quisesse, não seria capaz, uma vez que estava a tentar recuperar-me.
Por esta altura a minha ereção desaparecera completamente.
Nisto o Carlos vira-se ao contrário, colocando-se por cima de mim com os órgãos genitais perto da minha cabeça.
- Acaricia-me as nádegas - ordenou.
Quando o comecei a fazer, o Carlos praticamente se sentou em cima da minha cabeça, mas sem tocar com os genitais nela.
- Gostas do meu cú? - perguntou, enquanto parecia estar a desembalar qualquer coisa.
Da maneira como se colocou, fiquei com o seu ânus mesmo à frente dos olhos.
Que raio de pergunta era essa!?
- Eu… eu… não sei apreciar. - respondi a custo.
- Então tens de começar a aprender, não é? Descreve-o. - disse enquanto continuavam a soar ruídos que não conseguia identificar, o que me deixava mais uma vez apreensivo e assustado.
- É redondo… e tem pelos à volta. - foi tudo o que me ocorreu dizer.
- E mais? - perguntou - Podes afastar as nádegas para ver melhor. Afinal de contas deves conhecer o corpo do teu homem, não é?
Lá estava ele outra vez com aquela conversa!
O que é que se pode dizer sobre um ânus?
- Tem... Umas pregas à volta, e… bom... Não é bem redondo... E é mais escuro no centro.
Sem aviso, o Carlos apertou-me a base do escroto com a mão, colocando de seguida qualquer coisa que eu não conseguia identificar.
- Fica quieta, eu não te vou magoar.
Sentia os testículos apertados. Não me estava a magoar mas causava-me algum desconforto, prendendo-me entre testículos e a base do pénis.
Ouvi-o cuspir para algum sítio.
Tentava perceber o que se estava a passar mas tudo o que via era aquele maldito ânus.
Depois pegou na ponta do meu pénis pela pele e colocou alguma coisa à volta dele, apertando-o de seguida.
Ouvi um clique e o Carlos saiu finalmente de cima de mim, permitindo-me erguer-me e pela primeira vez observar o que fizera.
- Isto é um dispositivo de castidade. - Disse o Carlos.
Eu nunca tinha visto uma coisa daquelas, nem sequer tinha conhecimento da sua existência.
Eu até tinha medo de perguntar, mas lá ganhei coragem:
- Mas… Isto é para quê?
- Então, a partir de hoje és uma fémea e isto evita distrações desnecessárias. Isto vai transformar a tua pixota num clitóris e vais passar a mijar sentada, como todas as outras fémeas.
- Mas porque é que tenho que usar isto, eu estou a fazer o que queres, não estou?
O Carlos aproximou-se de mim e beijou-me, fazendo-me recuar instintivamente.
- Desculpa - disse de imediato - foi sem querer.
O Carlos beijou-me novamente, introduzindo desta vez a língua na minha boca, tendo desta vez correspondido às suas pretensões.
- És a minha mulher, e as minhas mulheres não têm caralhos. Agora estranhas mas vamos ser felizes juntos, vais ver… Estou outra vez com muita tesão. Deita-te.
Era agora que ia ser sodomizado.
Deitei-me de barriga para baixo todo contraído, enquanto observava o pénis do Carlos pelo canto do olho, que continuava ereto.
Espero que não me magoe muito, pensei.
- Volta-te de barriga para cima - disse o Carlos.
Obedeci, enquanto tentava adivinhar o que é que afinal ele queria de mim.
Colocou-se por cima de mim, com o seu pénis ereto no meu abdómen e lentamente começou a roçar-se em mim.
Sentia o meu abdómen todo molhado, à medida que a sua respiração se tornava mais ofegante.
- Brinca com os meus bicos - disse.
Obedeci de imediato.
Estava à espera de ser sodomizado e afinar ele vai só masturbar-se. A última coisa que queria naquele momento era contrariá-lo e comecei a acariciar-lhe os mamilos.
Achei estranhos aqueles mamilos. Estava habituado aos da minha mulher, grandes e rijos, e aqueles eram minúsculos, tendo até alguma dificuldade em apertá-los.
O Carlos gemia cada vez mais e os movimentos de vai-vem eram cada vez mais rápidos.
A minha barriga estava toda molhada só com o líquido seminal que saía do seu pénis.
O cheiro da transpiração do Carlos misturado com o seu líquido seminal repugnava-me fazendo com que procurasse afastar a minha cabeça o mais possível.
De repente os gemidos intensificaram-se, os movimentos ficaram ainda mais rápidos e o Carlos atingiu o orgasmo.
Os seus gemidos, agora mais altos, eram acompanhados de rios de esperma quente em cima de mim, que se sobrepunha ao cheiro do nosso suor.
Eu continuava a afastar a cabeça o mais que podia, procurando evitar ser atingido por aqueles jatos que me encharcavam, mas era inútil.
Finalmente o Carlos parou. Segurou as minhas mãos juntas ao seu peito e ficámos assim uns minutos, enquanto ele se recompunha.
Eu só queria que aquilo acabasse depressa. Estava todo molhado naquele esperma nauseabundo, não vendo hora de tomar um banho que me livrasse daquela provação.
- Limpa-me a pixota com as mãos - disse enquanto se levantava.
Já tinha esperma dele por todo o lado, que mal faria se sujasse também as mãos? - pensei.
Passei com as mãos no seu pénis já meio flácido, procurando limpar o esperma que ainda lá se encontrava. Fiz o mesmo com a barriga, que se encontrava igualmente molhada.
- Agora vais usar o meu suminho como creme de beleza. - disse - Espalha-o bem no teu peito, na tua barriga, nos teus pelos à volta do teu sexo.
Eu já estava enojado que bastasse, não precisava daquilo, mas mais uma vez obedeci, conformado.
Comecei a espalhar o seu esperma por mim, como me foi ordenado e à medida que o fazia, sentia o seu cheiro cada vez mais intenso, não vendo hora de sair dali e ir tomar banho.
Era repugnante.
- Isso mesmo. Agora dorme. Foi um dia longo.
- Sim, foi. Vou só tomar um banho.
- Não, hoje não. Quero que sintas o cheiro do meu esperma… Para te habituares.
- Mas vou sujar a cama toda. - argumentei.
- Não faz mal. É o cheiro do teu homem. Boa noite.
Beijou-me novamente e foi-se deitar.
Fiquei ali, abusado, humilhado, desesperado, assustado… até que finalmente adormeci, desejando acordar e verificar que tudo não passava de um sonho.
