O que você estava fazendo em 2004?
- Temas: relato real
- Publicado em: 12/03/26
- Leituras: 4736
- Autoria: ana_cash
- ver comentários
Eu era adolescente quando comecei a namorar um amigo do meu irmão. Primeiro namoradinho, as famílias se conheceram, ficaram amigas, eu era muito ajuizada, não tinha nenhuma malícia. Ele também era adolescente. Lindo, o garoto mais bonito do colégio. Alto, ombros largos, traços fortes. Tocava guitarra na banda do meu irmão.
Nosso primeiro beijo foi nos fundos da casa de um dos nossos amigos. Na época, Velozes e Furiosos tinha acabado de ser lançado e a cena do Dom apertando a bunda da Letty estava sendo imitada por todos os jovens casais. Estávamos em pé, eu com as mãos em volta do seu pescoço e ele com as mãos na minha cintura. Começamos a nos beijar (e que puta beijo) e antes que o choque inicial começasse a diminuir, ele elevou novamente minha adrenalina deslizando as mãos pelas minhas costas, contornando minha bunda com as mãos espalmadas e então apertando com força dos dois lados, de baixo para cima, erguendo um pouco meus pés do chão. Igualzinho no filme. Até hoje não posso ver essa cena sem sentir um frio na barriga.
Se eu tivesse que escolher um marco do início da minha vida sexual, com certeza seria aquela apalpada forte que eu levei na bunda nos fundos daquele quintal. Dali para frente avançamos aos poucos, rompendo lentamente as fronteiras da nossa intimidade. No início eram passadas de mãos durante longos beijos. Depois vieram mãos por debaixo das minhas blusas… um dia ele levou minha mão até seu pau, por cima da bermuda. Eu não sabia o que fazer, mas ele envolveu sua mão na minha e, numa aula muda, me ensino onde apertar e com qual intensidade. Suas mãos também começaram a apertar minha buceta por cima da roupa. Eu sentia coisas impossíveis de explicar e meu corpo respondia involuntariamente, minhas pernas se abriam, meus seios endureciam, minhas mãos não queriam parar. O próximo passo foi vencer a barreira dos tecidos.
Primeiro foi ele quem colocou a mão por dentro da minha calcinha, fazendo movimentos circulares. Comecei a sentir o mesmo que sentia quando roçava no meu travesseiro a noite, sem nem saber o que estava fazendo. Então, ele pegou a minha mão e colocou por dentro de sua bermuda. Para os homens que estiverem lendo esse relato, parem agora e imaginem quão estranho é para uma mulher a primeira vez em que ela segura uma rola dura, rígida. Vocês conhecem a anatomia desde cedo, mas para nós é como descobrir uma nova espécie. É estranho, duro e ao mesmo tempo macio, como uma borracha aveludada, quente. Foi fascinante. Especialmente pela reação automática do corpo dele no momento em que eu apertei da maneira como ele havia me ensinado.
Ali ele me mostrou como fazer os movimentos certos e em qual velocidade. Era delicioso. Em qualquer oportunidade que tínhamos, metíamos um a mão no sexo do outro.
Hoje eu acho isso um grande absurdo porque considero sexo um assunto de adultos, mas em 2004 praticamente todas as minhas amigas estavam vivendo a mesma experiência e, ao menos eu posso dizer que sempre estivemos em segurança, dentro de casa. Nunca me coloquei em risco, nunca menti para os meus pais…
…exceto por uma vez.
Eu estava indo com uma amiga para a casa dela e, por acaso (rs), a casa dele ficava no caminho. Eu não tinha autorização dos meus pais para ir lá quando os pais dele não estivessem. Mas eu não resisti.
Me despedi dela na porta da casa dele e disse que em meia hora estaria em sua casa, onde minha mãe iria me buscar. Entramos e fomos para a sala, a irmã dele estava no quarto.
Começamos o mesmo ritual já conhecido, beijos tórridos, mãos, masturbação… até que meu namorado me pediu uma coisa nova. Ele se ajoelhou diante de mim no sofá e tirou minha camiseta. Soltou meu sutiã e pressionou meus seios em volta do pau dele. Aqui, cabe um comentário: não sei se por sorte ou azar, meu primeiro namorado tinha o maior pau com o qual eu já transei. Eu não sabia disso na época, não tinha parâmetro algum para comparar, mas hoje, perto de completar 37 anos, eu me recordo com um pouco de pena daquela adolescente que perdeu a virgindade com um cacete que media tranquilamente uns 20cm e ainda por cima era grosso. Mas, voltando…
Eu não me opus a nada, me sentia segura ali, consenti tudo e sabia que se eu quisesse eu poderia parar. Mas eu também queria descobrir tudo com ele. Sentia muito tesão e não conseguia responder ao juízo. Não via muita graça naquilo que ele estava fazendo, esfregando o pau entre os meus peitos, que ele pressionava com as mãos. Mas a proximidade daquele cacete duro com o meu rosto começou a me hipnotizar… tinha um cheiro muito específico, não era ruim, mas era quase selvagem. Me atraía de um jeito irresistível e chegava muito perto dos meus lábios. Senti minha boca salivar.
Sem aviso, sem pedir, de forma calma como se já tivesse feito isso antes, segurei em volta do seu pau com a mão direita e o coloquei dentro da boca.
A reação imediata do seu corpo sempre vai tirar um sorriso do meu rosto. Parecia que ele havia tomado um soco na barriga, arqueando o corpo para frente e apertando meu ombro. Ele deu uma leve engasgada e errou a respiração, enquanto eu escorregava seu pau para dentro e para fora da minha boca, que jorrava saliva. Foi rápido, não demorou muito e ele recolheu o pau de volta para dentro da cueca. Fiquei com medo de ter machucado ele, de ter feito algo errado, mas uma mancha começou a se formar no tecido branco enquanto ele de olhos fechados respirava de forma toda descompassada.
Vesti o sutiã e a camiseta enquanto isso e fiquei sentada ao lado dele com a cabeça encostada em seu ombro enquanto ele retomava os sentidos.
A única parte ruim dessa história é que minha mãe descobriu que eu havia quebrado a regra de não ficar na casa dele sem seus pais. Ela telefonou para a casa da minha amiga e pediu para falar comigo antes que eu conseguisse chegar lá. Foram 15 dias sem olhar na minha cara.
Mas não me arrependo. Faria tudo de novo.

Gostaria de comentar este texto?
Faça seu login ou cadastro para poder comentar e se comunicar diretamente com seus autores favoritos.