MEMÓRIAS PÓS-GUERRA (03)
- Temas: paixão, desejo, incesto, sexo oral, sexo anal
- Publicado em: 24/02/26
- Leituras: 1485
- Autoria: Prometeu
- ver comentários
Sessenta anos depois, lá estava eu na ilha de Oahu, em frente ao Memorial do USS Arizona prestando uma homenagem tardia para alguém inesquecível; eu estava cansado, triste e vazio, razão pela qual aquela peregrinação guardava uma espécie de redenção que eu procurara por muitos anos antes de concluir que ela me aguardava ali naquele mausoléu naufragado onde algumas centenas de almas encontraram seu refúgio final. Na companhia do meu único neto eu continha as lágrimas nos olhos marejados e engolia os soluços num esforço de esconder dele e talvez até de mim mesmo, a tristeza encruada em meu âmago por tanto tempo. Ele tinhas nas mãos uma orquídea que minha Dorothy havia cultivado … Tom adorava orquídeas.
Era o final das férias de verão do ano de 1941 e eu e Tom acabáramos de completar dezessete anos; nos sentíamos felizes e repletos de sonhos e expectativas, embora houvesse algo diferente acontecendo … há alguns anos eu sentia Tom mais que apenas um amigo, pois ele era também meu confidente, assim como eu era o dele e somente uma coisa eu não lhe revelara: a atração que sentia por ele e que eu mesmo não compreendia e muito menos tinha coragem de revelar e tudo teria ficado por aí mesmo não fosse a crueldade humana envenenando tudo. No segundo dia de aulas eu estava no vestiário do ginásio guardando minhas coisas no armário quando Lex e sua corja entraram com um dele trancando a porta.
Nem foi preciso que eu me virasse para saber quais eram as intenções daquele bando de brutamontes selvagens e antes que eu pudesse reagir Lex me empurrou contra a porta do armário colando seu rosto em meu pescoço proferindo ofensas e xingamentos que foram finalizados com ameaças caso eu não fizesse o que ele queria; naquele momento ele puxou meu calção metendo a mão dentro dele e enfiando o dedo no rego entre as nádegas bolinando o orifício protegido por elas; mais uma vez e com desmedida brutalidade ele e seus comparsas me despiram obrigando que eu me virasse ficando de joelhos diante deles.
Com gestos medidos eles abriram suas calças pondo para fora os membros enrijecidos que apontavam na minha direção; em ocasiões anteriores eu conseguira me safar daquele bando, só que agora eu estava indefeso e sem escapatória; sem cerimônia Lex se aproximou esfregando a glande em meus lábios exigindo que eu tomasse seu membro em minha boca e quando recusei levei uma vigorosa bofetada no rosto sentindo-o arder dolorosamente; eu já havia tomado o bruto em minha boca quando a porta do vestiário foi aberta com a maçaneta girando após o destravar da fechadura. Os parceiros de Lex partiram para cima dele, porém acabaram nocauteados … afinal, era o esperado já que Tom, além de musculoso era hábil em combates corporais.
Lex já se preparava para partir para cima dele, mas eu reagi mordendo o membro aprisionado em minha boca enquanto socava suas bolas; ele urrou como um animal selvagem ferido e em seguida chutou minha virilha obrigando libertar o membro; a luta entre ele e Tom foi feroz e um pouco sangrenta, mas ao final o valentão estava estatelado no chão sangrando pelo nariz e pela boca; eu vi Tom cambalear e corri até ele ajudando a se sentar em um dos bancos; voltei ao meu armário onde peguei uma toalha para estancar o sangramento em seu rosto e de tão preocupado com ele sequer notei que ainda estava nu. Naquele instante ele me fitou com uma expressão enigmática e eu permaneci imóvel fitando seus olhos; Tom então acariciou meu rosto perguntando se eu estava bem; sem saber muito bem a razão de meus atos respondi colando meus lábios aos dele temendo ser rechaçado …
O que aconteceu a seguir foi algo mágico com Tom aceitando meu beijo e sua mão acariciando meu rosto com um afeto tão emotivo e sincero que me senti tomado por uma excitação juvenil; entretanto, diferente de como havia começado o clima mudou bruscamente com ele me empurrando para longe enquanto se levantava saindo do vestiário; fiquei ali, imóvel, quase letárgico tomado por um temor de perda … achei que meu gesto fizera com que perdesse meu melhor e único amigo. Nos dias que se seguiram Tom me evitou discretamente, assim como Lex e seu bando se afastava de mim ainda com a lembrança da surra que tomara no vestiário. Por mais de um mês Tom se manteve distante e somente se aproximou novamente quando perguntou se podíamos estudar juntos para as provas.
É claro que eu aquiesci evitando rompantes de euforia, mas com o coração aos pulos; as tardes de outono se tornaram mais calorosas com ele e eu estudando na biblioteca ou em minha casa, e em uma delas ficamos sozinhos já que minha mãe precisara se ausentar para resolver alguns problemas na cidade; preparei um lanche para nós e enquanto comíamos sentados ao redor da mesa da cozinha Tom, evitando me encarar, perguntou o que eu sentira naquele dia no vestiário quando nos beijamos; eu respondi que me sentira feliz e ele retrucou querendo saber se eu não gostava de garotas … respirei fundo antes de dizer que há muito tempo eu me descobrira de um jeito diferente e ele quis saber de que jeito eu me sentia.
Em vez de responder preferir agir e me levantei e fui até ele; me inclinei e segurei seu rosto enquanto mais uma vez colava meus lábios aos dele; daquela vez tudo foi diferente, pois Tom reagiu de uma forma especial aceitando e retribuindo o beijo que já não era mais um beijo tímido; logo eu estava sentado em seu colo desfrutando de sua boca ávida e de suas mãos apertando minha cintura como se quisesse impedir que eu me afastasse; em dado momento ele me perguntou se podíamos ir para meu quarto e eu acenei com a cabeça sentindo meu corpo fremir e meu coração disparar. Subimos o lance de escada e entramos em meu quarto com ele fechando a porta sem trancá-la.
Com um jeito encabulado Tom pediu que eu lhe mostrasse meus sentimentos em relação a ele confessando que não tinha ideia do que fazer; eu sorri respondendo que também não sabia, mas que podia apenas me deixar levar pelo instinto que vibrava dentro de mim; Tom acenou com a cabeça sem esconder sua timidez. Tomei a iniciativa tirando minhas roupas exibindo minha nudez para ele cujo olhar era um amálgama de estupefação e também de hesitação, algo que me divertiu diante de seus gestos descompassados; me aproximei pedindo que ele me abraçasse enquanto eu fazia o mesmo; com aquelas mãos sempre firmes e fortes Tom apalpava meu corpo provocando arrepios que me faziam estremecer de uma forma gostosa.
Com os beijos se sucedendo um após o outro levei a mão até a braguilha da calça de Tom descobrindo um volume rijo e pulsante; dei um apertão e ele reagiu puxando ainda mais meu corpo para o dele tornando a atmosfera naquele quarto repleta de uma luxúria devassa … Tom então se afastou já se preparando para tirar a roupa quando ruídos vindos da parte de baixo da casa anunciaram que não estávamos mais a sós; eu corri para me vestir enquanto ele se recompunha já abrindo a porta do quarto gritando uma despedida açodada seguida de cumprimentos para minha mãe, me deixando sozinho mais uma vez com meu corpo e minha alma ardendo por ele. Durante o jantar naquela noite o olhar de mamãe e seu sorriso indecifrável me exploravam e enquanto eu a ajudava com a louça ela acariciou meu rosto beijando-me na testa.
Ela me conhecia mais do que eu imaginava e seu cuidado protetor comigo era a prova de que ela queria o melhor para mim; o outono estava chegando ao fim quando Tom me convidou para nadar no lago que ficava na propriedade rural de seu tio e eu aceitei combinando que iríamos no sábado para passar o fim de semana por lá. Estávamos debaixo de uma árvore frondosa, deitados sobre a relva após umas braçadas no lago quando Tom, sem me encarar, perguntou o que eu sentia por ele; senti receio em responder, porém algo dentro de mim me impeliu a declarar que meus sentimentos por ele eram afeto, carinho e também desejo; ouvindo minha resposta ele permaneceu em silêncio por algum tempo pousando sua mão sobre a minha num gesto afetuoso.
Quando tornou a falar ele disse que se sentia grato pelos meus sentimentos e que embora gostasse muito de mulher, ainda assim, experimentava algo diferente em relação a mim. Naquele momento eu não resisti me entregando ao desejo que consumia minhas entranhas e me voltei para ele perguntando se ele queria que eu o beijasse … com os corpos ainda úmidos das estripulias que fizéramos no lago eu e Tom nos beijamos várias vezes e coube e ele pegar minha mão e pousá-la sobre sua virilha onde um volume rijo e pulsante revelava que meu desejo por ele era correspondido. Ficamos nus e eu não contive o ímpeto de dobrar meu corpo sobre o dele até que seu membro lindo estivesse ao alcance de minha boca.
Tudo acontecia levado apenas pelo instinto e ao tomar o membro em minha boca procurei saboreá-lo como merecia desfrutando do enorme prazer na entrega; algumas vezes Tom me orientava sobre o que e como fazer e eu vibrava com sua mão acariciando minhas nádegas provocando arrepios deliciosos. A certa altura ele pediu para retribuir meu gesto me colocando sobre seu corpo em posição invertida possibilitando que também ele pudesse abocanhar meu membro cuja rigidez era alucinante. Permanecemos naquele idílio carnal por muito tempo até Tom pedir para nos abraçarmos ao que aceitei me pondo de costas para ele que colou seu corpo ao meu.
E mais arrepios me assolaram com a sensação do membro rijo dele roçando minhas nádegas e suas mãos beliscando meus mamilos intumescidos e também sua boca beijando meu pescoço; Tom me orientou para que erguesse e flexionasse uma das pernas permitindo que meu rego se escancarasse oferecendo-lhe o orifício em seu interior que piscava involuntariamente; Tom fez com que eu sugasse seus dedos para que pudesse explorar meu selo numa preparação para o que estava por vir. A primeira estocada me fez estremecer e quando ele obteve êxito no intento de me penetrar com a glande forçando e laceando o orifício eu contive um grito de dor resistindo diante do desejo que me consumia; Tom passou a socar vigorosamente me fazendo experimentar dores excruciantes, mas que eu mitigava a duras penas.
Finalmente Tom conseguira enterrar seu membro dentro de mim e se quedou imóvel por alguns minutos, beijando meu pescoço e sussurrando obscenidades em meu ouvido; a dor persistia e eu resistia mesmo quando ele deu início a movimentos pélvicos sacando e enfiando o bruto dentro de mim; eu estava a beira de implorar para que ele parasse com tudo aquilo quando lentamente a dor era suplantada por uma inexplicável sensação de prazer e excitação que tolhia corpo e mente numa experiência sensorial avassaladora; era uma espécie de cumplicidade combinada com pertencimento naquela entrega à pessoa que me cativara desde sempre e mesmo que fosse apenas por uma única vez ela permaneceria gravada dentro de mim. Enquanto mantinha o ritmo de suas estocadas Tom não hesitou em manipular meu membro com a intenção de me dar prazer.
Repentinamente o êxtase tomou conta de nós e ao mesmo tempo em que eu gozava de uma forma impressionante, sentia o gozo de Tom inundando minhas entranhas provocando um estremecimento involuntário seguido de espasmos e arrepios … desfrutando de pequenas e derradeiras ondas de prazer permanecemos engatados um ao outro como se desejássemos que nosso pecado jamais tivesse fim; e quando nos desvencilhamos Tom me fez girar o corpo para que ele pudesse colar seus lábios aos meus em uma nova onda de beijos ardentes. Um sopro de vento gelado nos fez acordar para a realidade e depois de nos vestirmos voltamos para a casa do tio de Tom onde almoçamos tardiamente.
Naquela noite fugimos para o celeiro onde nos amamos mais de uma vez; tínhamos a energia da juventude a nosso favor e o desejo à flor da pele; por mais de uma vez Tom insinuou com hesitação de que eu poderia possuí-lo, mas eu declinei afirmando que isso somente aconteceria no tempo certo; ele sorriu para mim e nos beijamos antes de sermos vencidos pela exaustão de nossos esforços … fui acordado de madrugada com Tom manipulando meu membro até conseguir deixá-lo apto mais uma vez e para minha surpresa ele o tomou em sua boca com tanto entusiasmo que não contive um gemido acariciando seus cabelos. Em questão de minutos estávamos nos saboreando mutuamente até obter um gozo profuso inundando nossas bocas e nos levando ao pleno êxtase.
Nos dias que se seguiram eu e Tom ficamos ainda mais próximos com ele me ensinando defesa pessoal e eu o ajudando com os estudos; todavia ambos temíamos que nosso envolvimento fosse descoberto e revelado o que causaria um dano irreparável; foi pensando nisso que ele veio me procurar numa noite de sexta-feira trazendo nas mãos folhetos de alistamento militar …, de início pensei que era loucura, mas logo fui convencido que seria a melhor alternativa para nós e assim tramamos um plano para nos alistarmos em segredo. Infelizmente em todas as ocasiões planejadas algo acontecia impedindo que prosseguíssemos em nosso intuito. Ao mesmo tempo o desejo de ficarmos juntos sempre que possível era um inimigo oculto que conspirava silenciosamente e que eclodiu quando menos esperávamos.
Fugimos na calada da noite e semanas depois ingressávamos na base naval de Norfolk como grumetes passando por um treinamento básico e convivendo no mesmo alojamento onde também éramos obrigados a ocultar de todos nossa relação; nas curtas licenças concedidas procurávamos hotéis baratos vestindo roupas comuns e pagando em dinheiro; eu e Tom desfrutávamos de uma relação afetiva tão intensa que era excruciante suportar os longos períodos de distanciamento e a perda de contato com a família, mas sabíamos que isso era o certo a fazer. Numa noite, instalados em um quarto rústico de um hotel decadente fizemos amor como se fosse a última vez e Tom insistiu em perguntar se poderíamos inverter nossos papéis …, deitado sobre seu corpo, afaguei seus cabelos beijei sua face e repeti que tudo aconteceria no tempo certo.
Dias depois, fiz um curso de paramédico e também de mecânica de aviação enquanto Tom se tornava piloto de caça; quando desembarcamos em Pearl Harbour olhamos um para o outro sem esconder a felicidade de nos sentir no paraíso mesmo que isso significasse um pouco mais de distanciamento cordial, ao mesmo tempo em que descobrimos outros companheiros que se identificavam com nossa opção proporcionando uma rede de apoio e segurança. Tudo parecia perfeito e nossa vida seguia tranquila e cheia de satisfação e plenitude …, isso até aquele dia fatídico …, manhã de sete de dezembro dedia que jamais será esquecido … o dia em que pensei que perderia meu Tom para sempre! … (continua)
(PARTE DOIS):
Tudo parecia perfeito: eu e Tom juntos na ilha de Oahu, ambos trabalhando na manutenção dos caças sendo que eu alternava com ajuda no Hospital da Marinha já que também fizera curso de socorrista; Helen, a enfermeira-chefe me adorava e eu aprendia algo novo com ela todos os dias e por conta de sua afetuosidade acabei lhe revelando minha relação com Tom; Helen sorriu e disse apenas que ambos tínhamos sorte em compartilharmos algo tão doce e sincero; chegamos a jantar em sua casa onde descobrimos que além de enfermeira ela era uma cozinheira fenomenal. Aos sábados, como aquele seis de dezembro, todos saíam para relaxar e se divertir e isso significava uma oportunidade para que pudéssemos desfrutar um do outro; passava um pouco das sete da noite quando Tom foi para o pequeno refeitório que ficava nos fundos do hangar principal onde preparou hambúrgueres e batatas fritas acompanhadas por Coca-Cola, que saboreamos ao som de Glenn Miller.
Enquanto comíamos nos divertíamos em tecer comentários jocosos sobre nossos colegas e também de pensar em planos futuros sendo que a certa altura ele piscou me chamando para perto; fez com que eu sentasse em seu colo e nos beijamos ardorosamente por longos minutos sendo que em dado momento ele sugeriu que subíssemos para o alojamento onde ao chegar deparei com duas camas juntas cobertas por lençóis novos indicando que aquele seria nosso ninho de amor naquela noite; ele cochichou que combinara com os rapazes para que eles retornassem apenas pela manhã obtendo a privacidade necessária para nosso encontro. Entre sorrisos e olhares Tom me despiu e depois pediu que eu fizesse o mesmo com ele.
Segurei seu membro rijo na palma da mão usando o polegar para massagear a glande observando o olhar lascivo dele e sem aviso me pus de cócoras e tomei-o em minha boca sugando avidamente dando pequenos apertões em suas bolas fazendo-o gemer e suspirar; saciei minha fome de sua virilidade e depois levei-o para a cama onde pedi que se deitasse de barriga para cima; Tom obedeceu sem esconder a curiosidade com meu pedido … seria a primeira vez em que eu tomaria a posição de cavalgá-lo e para isso cuidei de deixar seu membro bem lambuzado de saliva; subi sobre ele tomando a posição e pedindo que ele conduzisse a penetração.
Tom foi carinhoso e cuidadoso me ajudando a descer até conseguir o encaixe perfeito; sentado sobre ele mirando seus olhos que pareciam irradiar felicidade eu sorri e logo estávamos envolvidos em uma cópula ardente entre mais gemidos e suspiros entremeados de juras de amor eterno; pouco antes de Tom atingir seu clímax ele já manipulava meu membro que também estava rijo e pulsante e por conta disso fui tolhido por um gozo tão intenso que ejaculei com profusão, sendo seguido por ele jateando esperma dentro de mim.
Quando saltei para o lado notei que ele ainda estava excitado com sua ferramenta mantendo uma rigidez alarmante e ouvindo-o dizer que queria mais; fiquei de quatro sobre a cama e Tom veio por trás se encaixando dentro de mim e não perdendo tempo em iniciar uma sequência de estocadas tão vigorosas que faziam meu corpo chacoalhar a cada golpe; permanecemos assim por um bom tempo e eu me surpreendia com o desempenho de meu parceiro que não me dava trégua socando com força enquanto apertava minha cintura; de uma forma inconcebível senti desabrochar uma nova ereção em mim com o membro pulsando até ejacular mais uma vez sem a necessidade de manipulação.
Ouvindo meus gemidos e meu corpo estremecendo Tom intensificou ainda mais seus movimentos que culminaram em um retesamento muscular involuntário que resultou em um novo gozo me encharcando por inteiro mais uma vez. Desfalecemos sobre a cama e acabamos cochilando; quando acordei vi Tom deitado de bruços e como sempre fiquei extasiado com a beleza de suas nádegas roliças iluminadas pela lâmpada sobre a porta e não contive o ímpeto de acariciá-las, fazendo com que Tom acordasse me fitando com um sorriso; com tom hesitante perguntei se ele aceitaria que eu o possuísse e sua resposta foi um aceno de cabeça; me aninhei sobre ele separando suas nádegas com as mãos e mergulhando meu rosto permitindo que minha língua assediasse seu selo ouvindo-o suspirar de prazer pedindo por mais; após algum tempo fiz com ele se virasse e coloquei um travesseiro embaixo de seu quadril elevando suas nádegas ao mesmo tempo em que salivava sobre meu membro preparando para possuí-lo.
Fiquei de joelhos entre suas pernas que ergui flexionando-as na altura dos joelhos e antes que eu pudesse prosseguir Tom segurou meu membro enrijecido puxando-o na direção de seu selo; sussurrei para que ele relaxasse, pois do contrário ele poderia sentir muita dor ao que ele respondeu com um sorriso tornando a puxar o membro; estoquei uma primeira vez e depois outra, e outra … arremeti com força rompendo a resistência do orifício que laceou para receber a glande; Tom cerrou os dentes e eu perguntei se seria melhor desistirmos, porém ele abanou a cabeça pedindo que eu continuasse; enfrentei muita resistência e a cada golpe Tom reagia em silêncio, me levando a pensar na possibilidade de desistir, porém eu sabia que não era isso que ele esperava de mim.
Por fim obtive êxito preenchendo meu parceiro que respirava quase arfando e aos poucos pareceu sentir um certo alívio; quando comecei a estocar Tom reagiu tentando resistir e eu insisti para que relaxasse ao máximo e tomou seu membro na mão passando a se masturbar vigorosamente o que pareceu operar um certo alívio; pouco a pouco a feição de Tom começou a mudar denunciando que a dor estava sendo suplantada e decorrido um certo tempo ele exibia uma expressão lasciva que me deixou não apenas feliz mas realizado … nossa cópula evoluía em uma intensidade delirante e nossos gemidos e suspiros pareciam uma música libidinosa que soava oscilando entre o delírio e o êxtase; demorou um pouco para que eu sentisse todo o peso de meu esforço com os músculos queimando e a resistência física chegando ao seu limite … então o gozo tornou-se algo não apenas inevitável como desejável.
Urrei como um animal ferido quando meu orgasmo sobreveio e fiquei exultante ao perceber que Tom também atingira seu ápice uma ejaculação profusa lambuzando seu ventre comigo jateando esperma dentro dele; suávamos em abundância respirando com certa dificuldade, porém tomados por uma enorme e alucinante sensação de cumplicidade selada pelo prazer que acabáramos de desfrutar. Deitamos abraçados e aos beijos desejando que aquela noite jamais tivesse fim e se por um momento eu pudesse antever o que estava por vir, eu rogaria para que ela perdurasse para sempre. Passava um pouco das seis da manhã quando ouvi o vozerio dos rapazes que retornavam para os hangares e pelo tom das vozes tive certeza que muitos deles ainda estavam beirando a ressaca enquanto outros resmungavam palavrões; como eles demorariam a subir para os alojamentos decidi aproveitar um pouco mais da companhia do meu Tom … de repente uma explosão … e depois outra e mais outra; pulei da cama olhando para o relógio: passava um pouco das oito da manhã; corri até o terraço de observação e vislumbrei o inferno … Era o começo do ataque japonês mais terrível que a história registraria.
Voltei para o alojamento e vi Tom já vestido descendo as escadas; fui atrás dele e corremos para um ninho de artilharia antiaérea tentando revidar a covardia. Nossos caças, que estavam enfileirados asa com asa eram reduzidos a uma fornalha resultado das metralhadoras dos caças “zero” da Marinha Imperial Japonesa que arrematava o ataque despejando uma bomba de alto impacto. Tudo a nossa volta eram labaredas e fumaça e nesse caos pude ver nossos companheiros sendo dizimados quando tentavam correr em direção ao hangar que logo voou pelos ares com mais bombas o atingindo. Tom e alguns pilotos decidiram correr para o pátio próximo de um desfiladeiro cujo paredão de rocha protegia as aeronaves lá estacionadas; fiz menção de acompanhá-lo, mas Tom achou melhor que eu fosse para o hospital onde seria mais útil; tentei argumentar, mas sem sucesso e então corri para o hospital e ao chegar lá descobri um prédio em ruínas com médicos e enfermeiras cuidando dos feridos nas calçadas ainda sob o ataque massivo dos caças japoneses.
Encontrei Helen trêmula e contendo as lágrimas enquanto tentava cuidar de um paciente; conseguimos nos alojar em um abrigo improvisado e de lá pudemos ver o USS Arizona adernar até o casco ficar exposto com homens ao seu redor gritando enquanto eram alvejados por novas saraivadas das metralhadoras dos caças “zero” que persistiam em rasantes com o objetivo de eliminar o maior número de marinheiros possível. Por volta do meio-dia contávamos mortos e feridos ao mesmo tempo em que fiquei sem notícias de Tom que só retornou no início da noite para me avisar que ele e seus companheiros seriam deslocados para o porta-aviões USS Saratoga que rumaria para o contra-ataque; mesmo diante de nossos amigos, médicos e enfermeiras não contive meu ímpeto e abracei Tom selando seus lábios com os meus em um longo beijo que poderia ser o último.
Eu e Tom nos reencontramos apenas em abril do ano seguinte quando ele desembarcou em San Diego trazido pelo Porta-aviões USS Enterprise junto com outros combatentes que por conta de ferimentos incapacitantes foram deslocados para serviços administrativos e de apoio; meu Tom era um farrapo humano e eu cuidei dele pelo longo período de recuperação ajudando-o a se reintegrar ao trabalho de apoio e instrução; Tom ganhou uma medalha de bravura e um ferimento na perna que o deixou manco, um estilhaço explosivo que o deixou cego do olho direito e um profundo estresse pós-traumático que apenas o tempo seria capaz de curar. Por mais de uma vez ele tentou se afastar de mim afirmando que seria apenas um fardo em minha vida e em todas as vezes eu o trazia de volta jurando que sem ele minha vida não teria sentido.
Pouco antes do fim da guerra nos mudamos para um cidadezinha no centro-oeste onde abrimos um comércio de peças e componentes agrícolas e onde Tom reencontrou o prazer de voar em aviões pulverizadores; foi quando trouxemos a pequena Dorothy, filha de Helen, para morar conosco, pois sua mãe falecera meses antes deixando sua filha aos nossos cuidados. Tudo parecia perfeito, exceto pelo sofrimento mental de Tom que acordava no meio da noite, ora chorando, ora gritando enquanto suava frio; eu o abraçava até ele se acalmar. Uma noite estávamos deitados e sem olhar para mim Tom perguntou se eu ainda o amava; eu me voltei para ele e em vez de responder dei-lhe um beijo … era o primeiro desde Pearl Harbour; ele me abraçou retribuindo o beijo que frutificou em outros mais. Ficamos nus e Tom acariciou meu corpo lentamente provocando deliciosos arrepios que me excitavam de uma forma especial; me pus de lado sobre a cama e ele veio por trás colando seu corpo ao meu permitindo que eu sentisse sua ereção pulsando em minhas nádegas; ele beijou meu pescoço me chamando de seu amor.
Tom salivou sobre seu membro e também lambuzou meu selo se preparando para me possuir; na primeira estocada o bruto rompeu o orifício avançando para dentro de mim; minha ansiedade por aquele momento era tão intensa que fui tomado por um estremecimento que mitigou a dor e um gemido doce revelou ao meu parceiro que estávamos em um reencontro de corpos e almas; pedi a Tom que me possuísse com toda a sua energia e ele sussurrou uma promessa em meu ouvido; Tom não demorou a me preencher com seu falo e logo em seguida iniciou uma sequência de golpes e contragolpes me concedendo um enorme êxtase que não podia ser expresso por palavras apenas por gemidos, suspiros e palavras carinhosas.
Tom aproveitou ainda para me masturbar descobrindo minha ereção fruto da nossa terna cumplicidade e tudo ganhou um aspecto de pertencimento mútuo que se prolongou graças ao desejo que guardávamos dentro de nós; por um bom tempo senti Tom me possuindo, me manipulando, me excitando e me realizado assim como eu conseguira trazê-lo de volta graças ao amor que sempre nos manteve unidos; e o gozo jorrou simultaneamente com Tom apertando meu corpo e eu gemendo diante do desmedido prazer que ele me proporcionara. E aquela foi a primeira noite do resto de nossas vidas que passou a fluir num ritmo prazeroso e verdadeiro.
Criamos Dorothy com muito amor e carinho, fazendo questão que ela jamais se esquecesse de sua mãe e de sua importância, pois foi ela que a trouxera ao mundo e quando ela perguntava sobre seu pai respondíamos que ela tinha dois “pais postiços”; ouvindo essa resposta ela sorria e nos abraçava. Muito tempo depois Tom me perguntou se eu ainda desejava possuí-lo emendando que caso eu não o desejasse ele compreenderia; em resposta disse a ele que meu desejo por ele, assim como o dele por mim jamais feneceu; passamos para um meia nove com Tom por cima de mim permitindo que eu saboreasse seu membro ao mesmo tempo em que explorava seu selo. E com ele deitado de barriga para cima, com o travesseiro sob a parte posterior de seu quadril eu o penetrei com movimentos cuidadosos executando uma sequência de estocadas com o próprio Tom manipulando seu membro enrijecido.
Suando em bicas e respirando acentuadamente eu mantive o ritmo dos movimentos sempre fitando o rosto ao mesmo tempo lascivo e suave de meu parceiro de vida; e apenas a fisiologia foi capaz de pôr fim ao nosso interlúdio que se consumou com um gozo mútuo e abundante. Adormecemos e acordamos abraçados com beijos e carícias que se estenderam pelo nosso banho e ao longo do dia reacendendo minha impetuosidade de tê-lo sempre que possível fosse em nosso trabalho interrompido pelo rompante de levá-lo ao depósito onde nos despíamos e saboreávamos o desejo mútuo que jamais se saciava.
Tom faleceu comigo ao seu lado ouvindo seu último pedido: levar uma homenagem até Oahu: levar suas cinzas e uma das amadas orquídeas cultivadas por Dorothy e depositá-los próximo do mausoléu do USS Arizona … ele explicou que sua medalha de bravura não teria sentido se ele não se juntasse aos nossos companheiros no único e merecido túmulo; tive algumas dificuldades em obter autorização, mas por uma ironia do destino ela foi intercedida por um coronel dos Fuzileiros Navais de nome Alexander, ou melhor o velho Lex da escola. Com a ajuda de mergulhadores da Marinha a pequena urna selada desceu ao fundo do mar permanecendo ao lado do navio afundado, pois somente o sobreviventes integrantes da tripulação tem o direito de terem suas urnas depositadas dentro da embarcação. Eu e meu neto deixamos a orquídea dentro do mausoléu e por um momento tive a impressão de ver Tom olhando para mim e sorrindo em agradecimento.
