"Os mais excitantes contos eróticos"


Ai, Luisinha, como és tão mazinha!-15


autor: Rosário
publicado em: 13/09/17
categoria: bdsm
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(Continuação)
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Eu já estava preparado para essa exigência, que é o B-A-BA daquilo a que hoje se dá o nome de BDSM:
Servir a Domme é o que se espera do(s) seu(s) sub(s), e fazê-lo de joelhos é apenas um reforço dessa situação de D/S, algo que, desde tempos ancestrais, tem um significado simbólico universalmente reconhecido.
Mas, nesse momento, hesitei, pois tratava-se de subir (ou descer?) um degrau no nosso relacionamento, algo que seria irreversível!
Olhei para Clarisse, para ver se ela estaria a aperceber-se do que se passava, e pareceu-me que não. De costas para nós, dactilografava ruidosamente o trabalho que tinha entre mãos, pelo que não veria o que fizéssemos nem ouviria o que disséssemos.
Luisinha, por seu lado, compreendia a minha hesitação, mas não tinha pressa: autoconfiante como era, sabia perfeitamente que eu iria obedecer-lhe — se não fosse nesse dia, seria noutro qualquer, e bem próximo! Ora, como eu sabia exactamente o mesmo, resolvi ceder...
Ela sorriu, deliciada. Depois, em silêncio, pegou na chávena (enquanto eu continuava com o tabuleiro nas mãos) e provou o café. Com toda a minha hesitação e a correspondente demora, a juntar ao facto de eu ter servido a outra primeiro, o café já arrefecera.
Não estranhei, pois, quando ela voltou a meter a chávena em cima do tabuleiro, irritada. Certamente iria ordenar que lhe preparasse outro.
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— Devia mandar-te ir de joelhos, servo inútil! — Disse ela, mas tão baixo que a outra não ouviu. — Mas irias demorar demasiado tempo, e eu não posso esperar. Vá, levanta-te, e trata disso.
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E, dirigindo-se a Clarisse, perguntou:
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— O teu trabalho está muito adiantado?
— Estou a fazer o melhor que posso, Senhora...
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Fiquei pasmado com esse novo tratamento, e mais ainda com o que se seguiu: para responder, ela parara de dactilografar e rodara a cadeira, ficando virada para nós.
Entretanto, eu continuava a preparar um novo café, mas sem me apressar, dando tempo a que Clarisse voltasse a ficar de costas para nós, mas isso tardava!
Então, Luisinha, com um simples olhar, mostrou a sua impaciência com o meu atraso, ao mesmo tempo que interpelava a outra:
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— O que é que estás a escrever quando os maridos-escravos não servem bem as esposas?
— São castigados, claro.
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Eu já trazia o novo café (aproximando-me de Luisinha e com vergonha de ter de voltar a ajoelhar na presença da outra) quando elas prosseguiram a conversa, ignorando-me:
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— E que género de castigos estás tu a prever?
— Depende de muita coisa... Se for a primeira falta, será leve, mas se houver reincidência já será diferente, claro.
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Eu não queria que este segundo café voltasse a arrefecer, pelo que me enchi de coragem, tornei a ajoelhar na frente de Luisinha, e quase a forcei a pegar na chávena.
Para meu espanto, a outra assistiu, impávida, à cena e continuou a dissertar, mas agora visivelmente excitada:
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— Acabei de escrever que em todos os lares desse género devia haver sempre, pelo menos, um chicote, e o mais possível à vista. Mesmo que não seja usado, trata-se de um símbolo universal.
— Como este? — Perguntou Luisinha, abrindo uma gaveta da secretária e tirando de lá, inesperadamente, um curto chicote negro de 9 pontas!
— Sim, por exemplo. Esse é perfeito. — Respondeu a outra, sem mostrar qualquer surpresa pelo facto de haver ali, na Redacção, uma coisa daquelas!
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Recordei-me, então, da surra de cinto que Luisinha lhe dera algum tempo antes. Ora, quando se começam, essas práticas nunca mais se suspendem, pois o prazer que proporcionam, de parte a parte, é enorme e viciante.
Logo, era bem provável que, na minha ausência, houvesse entre elas cenas dessas — talvez até mesmo ali, na Redacção...
Luisinha , ao mesmo tempo que tomava o café, acariciava o chicote e olhava-me nos olhos, sorrindo significativamente.
Não se passou mais nada de especial e, pouco depois, eu já estava a sair dali a caminho de casa, com a cabeça a zunir e necessitando, urgentemente, de uma bebida bem forte!
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(Continua)




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